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"Desafeto"

Deltan diz que decisão de Gilmar “libera fake news” sobre sua situação eleitoral

Deltan diz que decisão de Gilmar “libera fake news” sobre sua inelegibilidade
Deltan criticou decisão do ministro do STF que liberou publicações de Zeca Dirceu sobre sua inelegibilidade. (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.)

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O ex-deputado e pré-candidato ao Senado, Deltan Dallagnol (Novo-PR), divulgou uma nota oficial em resposta à decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou postagens do deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) contendo críticas e acusações contra ele.

Em nota, o ex-procurador da Lava Jato classificou a postura do magistrado como "intragável" e acusou-o de permitir a propagação de "fake news".

"O ministro Gilmar Mendes, que vive me atacando e xingando, liberou que
façam fake news contra mim, permitindo que meus opositores mintam,
quando o TSE não me declarou inelegível nem cassou meus direitos
políticos", disse.

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Ele afirmou que o episódio é um exemplo de "arbítrio judicial" e que tal situação reforça sua determinação em disputar uma vaga ao Senado, segundo ele, conter “abusos” de poder.

O imbróglio começou a partir de publicações de Zeca Dirceu que afirmam que Deltan estaria inelegível. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia inicialmente derrubado esses posts por considerá-los desinformação.

O ex-deputado argumenta que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou seu mandato em 2023, não decretou a perda de seus direitos políticos.

Ao analisar o recurso do petista, Gilmar refutou essa tese, afirmando que a declaração de inelegibilidade de Deltan pelo prazo de oito anos foi o fundamento explícito para o indeferimento de seu registro de candidatura em 2022.

Para o ministro, a afirmação de que o ex-deputado "segue inelegível" é objetivamente calcada em elementos factuais e não pode ser considerada desinformação.

Deltan acusa o ministro de ignorar pedidos de afastamento e de "saltar instâncias" para julgar o mérito de questões que seriam de competência da Justiça Eleitoral. "Gilmar me chamou de gângster, crápula e fascista, mas achou certo e justo me julgar. Gilmar não é intocável. É intragável", criticou.

Gilmar é “notório desafeto da Lava Jato”, diz Deltan

O ex-procurador ressaltou que o decano do Supremo é um “notório desafeto da Lava Jato”. Gilmar faz críticas recorrentes aos métodos utilizados pelos procuradores e pelo ex-juiz Sergio Moro (PL-PR), atual senador e pré-candidato ao governo do Paraná.

Deltan rebateu a acusação de que teria tentado "desviar 2 bilhões de recursos públicos", termo utilizado por Dirceu em referência à criação de uma fundação pela força-tarefa. O ex-deputado sustenta que a iniciativa foi considerada legítima e analisada favoravelmente por diversas autoridades.

Sobre o tema, Gilmar afirmou que durante a Lava Jato “observou-se o surgimento de um verdadeiro conúbio formado por investigadores, procuradores e juiz que, atuando em afronta à legalidade, buscou até mesmo se apropriar de verbas bilionárias, com a criação de fundos que seriam administrados pelos procuradores da força-tarefa”.

“Nada mais mentiroso do que isso, porque nunca desviei dinheiro algum e jamais fui acusado ou condenado criminalmente por isso”, afirmou o ex-procurador.

Dino revogou decisão que tirou do ar reportagem sobre Deltan

No último dia 11, o ministro Flávio Dino derrubou uma decisão liminar do TRE-PR que havia determinado a remoção de uma reportagem sobre a situação eleitoral de Deltan. A matéria, veiculada por um portal de notícias do interior do Paraná, dizia: "TSE mantém inelegibilidade de Deltan Dallagnol (Novo) após análise do caso".

O partido pediu a remoção do conteúdo, alegando que se tratava de propaganda antecipada negativa. Dino considerou que a decisão do TRE-PR violou a autoridade do Supremo quanto à proteção das liberdades de expressão e de imprensa.

O relator destacou que a atividade jornalística não pode ser submetida a um "rigor técnico-jurídico" excessivo e que a liberdade de expressão protege até mesmo declarações eventualmente errôneas, desde que não incorram em crimes.

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