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O deputado federal José Medeiros (PL-MT) protocolou, nesta quarta-feira (13), um requerimento de informação ao Ministério da Justiça e Segurança Pública em que questiona o vazamento das mensagens entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
"A prioridade do presente requerimento decorre da necessidade urgente de proteger o Estado de Direito, assegurar integridade investigativa, preservar a imparcialidade institucional, impedir vazamentos seletivos e fortalecer a confiança pública nas instituições republicanas", argumenta o parlamentar.
Medeiros questiona se os áudios estavam protegidos por sigilo judicial ou investigativo e, em caso positivo, quais eram os procedimentos adotados para garantir a cadeia de custódia do material. Além disso, o deputado cobra informações sobre procedimentos disciplinares para a investigação dos servidores envolvidos, bem como a relação deles com jornalistas, para averiguar "se o ministério identificou possível direcionamento político ou
seletividade na divulgação".
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O requerimento foi apresentado no mesmo dia da divulgação dos áudios pelo portal The Intercept. Neles, Flávio se refere a Vorcaro como "irmão" e complementa: "Estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz". A "luz" em questão seriam repasses para a produção do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Questionado no início da tarde, Flávio negou: "É mentira, de onde você tirou isso? É mentira, pelo amor de Deus". Mais tarde, porém, o senador divulgou um vídeo e uma nota mudando de posição: "o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet", diz a nota. Na oportunidade, ele cobrou a instauração de uma CPI do Master para "separar os inocentes dos bandidos".
Responsável pelos trabalhos, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) negou que haja dinheiro de Vorcaro no filme "e, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido".
Logo após a divulgação, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou que pedirá a prisão preventiva do filho mais velho de Bolsonaro. Do outro lado do espectro, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) classificou o episódio como "imperdoável", enquanto o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) defendeu que o foco deve ser mantido em derrotar o presidente Lula (PT).








