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Os deputados Rui Falcão (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) pediram nesta segunda-feira (12) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a abertura de investigação contra o ministro Nunes Marques, do STF, por supostos vínculos com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A iniciativa tem aspecto institucional ainda mais sensível se considerar que o alvo preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela condução da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O pedido de petistas ocorre em meio a críticas às decisões do magistrado.
Os parlamentares apontam suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, exploração de prestígio, prevaricação e participação em organização criminosa. Citam mensagens, registros judiciais e informações sobre contratos para pedir apuração. O ministro nega irregularidades.
Um dos episódios citados pelos deputados envolve a Destilaria Alcídia. Segundo eles, Nunes Marques deu voto de desempate favorável a interesses do Master em outubro de 2024, após retirar impedimento anteriormente registrado. A justificativa foi um equívoco da assessoria.
A representação também cita mensagens sobre pagamentos mensais de R$ 500 mil ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro. Os registros não comprovam tais pagamentos. Kevin nega ter trabalhado para o Master e diz que prestou serviços tributários à empresa Consult.
Outro ponto é um contrato de honorários de até R$ 427 milhões entre o banco e o escritório de Camilla Ewerton Ramos. Os deputados relacionam o episódio a mensagens com a expressão “Turma do KN”. Nunes Marques nega recebimento de valores, contatos com Vorcaro e favorecimentos a ele.
O pedido chega após Nunes Marques ter mandado, requerido por Flávio, a suspender o canal “Exército do Lula”, gerido pelo deputado André Janones (Rede-MG). O corregedor eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, revogou a medida. Lula acusou o presidente do TSE de censura e parcialidade.
Nesse ambiente, Nunes Marques convocou as equipes jurídicas de Lula e Flávio para uma reunião nesta terça-feira (13), às 15h30. A representação acrescenta pressão sobre quem comanda a Corte Eleitoral.




