Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
PL Antifacção

Derrite admite que segurança precisa de mais recursos após Câmara derrubar taxação de bets

Guilherme Derrite
Deputado afirma que governo se omitiu ao não conseguir barrar derrubada da taxação das bets na votação do PL Antifacção. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

Ouça este conteúdo

O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) admitiu nesta quarta (25) que a segurança pública do país precisa de mais recursos após a Câmara dos Deputados derrubar a proposta de taxação das bets que poderia reforçar o financiamento do setor. Relator do projeto de lei antifacção aprovado na véspera, ele reconheceu a necessidade de ampliar a arrecadação, mesmo após recuar da cobrança sobre casas de apostas.

A retirada da chamada Cide-Bets ocorreu durante a votação em plenário, apesar de Derrite ter inicialmente acolhido a medida sugerida pelo Senado. O parlamentar acabou aceitando uma emenda que excluiu a taxação por pressão de setores de partidos do centrão que rejeitaram o aumento de impostos sobre as empresas de apostas.

“Nós temos que encontrar novas formas de financiamento para a segurança pública. Se vai ver através de bet, de outras formas de loterias, eu não sei. Mas é um consenso que precisamos aumentar a receita”, afirmou em entrevista à GloboNews.

VEJA TAMBÉM:

A tributação das bets em 15% para bancar políticas de segurança pública no âmbito do PL Antifacção poderia gerar cerca de R$ 30 bilhões ao ano segundo estimativas do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A decisão de retirar a taxação provocou reação da base governista, que criticou a mudança de última hora no texto.

Derrite também criticou o que considera como um desequilíbrio no financiamento da segurança pública entre os entes federativos, defendendo maior participação da União. Segundo ele, os estados arcam com cerca de 80% dos custos, enquanto o governo federal contribui com aproximadamente 10%, percentual semelhante ao dos municípios.

O deputado ainda criticou a liderança do governo afirmando que faltou “organização política” e consenso e que preservou integralmente o texto aprovado anteriormente pelo Senado. Derrite citou que a questão do financiamento das ações de segurança pública pelas bets caminhará como um projeto à parte.

VEJA TAMBÉM:

O PL Antifacção, que agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estabelece regras mais rígidas contra o crime organizado. A proposta define facções criminosas, endurece penas que podem chegar a até 40 anos de prisão e amplia instrumentos para bloqueio de bens e combate ao financiamento dessas organizações.

O texto também prevê maior agilidade em investigações e amplia a possibilidade de prisão preventiva para envolvidos com facções, além de direcionar recursos apreendidos para fundos de segurança pública. Apesar das divergências sobre financiamento, o governo federal comemorou a aprovação, destacando que a medida fecha brechas legais e fortalece o enfrentamento ao crime organizado.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.