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Presidente do TSE

“Deus me livre de ser julgada por juiz que não seja honesto”, diz Cármen Lúcia

“Deus me livre de ser julgada por juiz que não seja honesto”, diz Cármen Lúcia
Cármen Lúcia defende maior participação de mulheres nos espaços de poder e relata ameaça de bomba antes de evento. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

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A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, afirmou nesta quarta-feira (18) que os brasileiros devem ter a garantia de que serão julgados de forma justa.

Ao defender uma maior participação de mulheres nos espaços de poder, inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF), a magistrada disse que não quer ser julgada por um juiz “bajulador” ou desonesto.

“Não quero ser julgada por alguém que seja dependente, que seja apenas um bajulador, que chegue lá [ao cargo] por conta disso e que não tenha independência para julgar. Deus me livre de ser julgada por um juiz que não seja independente, imparcial, honesto e ético”, ressaltou.

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A declaração ocorreu na aula magna “Sem mulheres não há democracia: representação feminina e enfrentamento da violência política de gênero”, no Centro Universitário de Brasília (UniCeub).

“A ética da igualdade passa pela participação de todas as pessoas, mulheres e homens, para que a gente tenha um consenso político que seja verdadeiramente democrático. Uma democracia que deixa de fora mais de 50% de sua população, não é uma democracia efetiva”, ponderou.

Cármen Lúcia é a relatora do Código de Ética do STF, que enfrenta resistência de parte da Corte. O presidente do Supremo, Edson Fachin, anunciou as regras em meio à crise causada pela investigação envolvendo o Banco Master.

O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do inquérito após a Polícia Federal encontrar menções a ele no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco.

Além disso, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, havia firmado um contrato de R$ 129 milhões com o Master.

No mês passado, a presidente do TSE também apresentou regras de conduta para juízes eleitorais. Ela deixará o comando da Justiça eleitoral em junho, quando será substituída pelo ministro Nunes Marques.

Cármen Lúcia relata ter recebido ameaça de bomba

Durante a palestra, a magistrada relatou que pouco antes do evento na UniCeub foi informada sobre uma ameaça de bomba contra ela.

“Não morro de jeito nenhum. Faço um parêntese: agora de manhã, vindo para cá, me comunicaram que mandaram uma bomba para me matar”, disse.

“No meio de estudantes, todos viram meus advogados em dois minutos — pior para quem mandar. Melhor não mandar. Nem sei se é fato, sei que está sendo noticiado. Só sei que estão me ligando. Sei que estou vivíssima, cada vez mais”, acrescentou a ministra do STF.

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