Publicidade
A Fachin

DF pede que STF transfira R$ 2,2 bi do pai de Vorcaro para ressarcir BRB

Órgão quer que Supremo reconheça banco estatal como vítima e considere responsabilidade única dos envolvidos.
Órgão quer que Supremo reconheça banco estatal como vítima e considere responsabilidade única dos envolvidos. (Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília)

Ouça este conteúdo

A Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) pediu nesta quinta-feira (5) que o Supremo Tribunal Federal (STF) transfira ao Banco de Brasília (BRB) R$ 2,24 bilhões bloqueados do empresário Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e alvo da operação Compliance Zero. O pedido foi direcionado ao presidente da Corte, Edson Fachin.

O órgão pede que o Supremo reconheça oficialmente o BRB e o governo do Distrito Federal como vítimas das condutas investigadas no caso Master. O banco público tentou comprar 58% do capital do Banco Master por cerca de R$ 2 bilhões, mas a operação foi barrada pelo Banco Central (BC).

Separadamente, a Polícia Federal (PF) identificou a compra de carteiras de crédito suspeitas de fraude, aprovadas durante a gestão de Paulo Henrique Costa na presidência do BRB. Ele foi preso preventivamente após a investigação apontar uma suposta negociação de imóveis de alto padrão como contrapartida pela aprovação das operações, apesar de alertas técnicos.

A PGDF argumenta que, ainda que não fosse formalmente integrado ao Master, Henrique "compartilhava atividades e estrutura comuns", funcionando como elo entre os demais integrantes. As investigações apontam que o pai de Daniel Vorcaro era o principal operador financeiro e um dos responsáveis por transmitir as ordens do filho ao núcleo "A Turma", suspeito de intimidar desafetos e obter dados sigilosos de órgãos públicos.

A petição explica o motivo da solicitação do total do valor bloqueado. Sustenta que o banco e o governo distrital "não estão obrigados a fracionar" os pedidos de reparação "nem a demonstrar quanto do produto ingressou no patrimônio de cada um", uma vez que é comum a pulverização de patrimônio em organizações criminosas para divultar o rastreamento.

O documento sustenta que, quando vários agentes participam de um mesmo crime, suas condutas integram um único fato, com um dano a ser reparado. Com base nessa interpretação, a PGDF argumenta que Henrique poderia ser responsabilizado pelo prejuízo integral causado pelas condutas investigadas, mesmo que não tenha recebido pessoalmente todos os recursos envolvidos.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.