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A decisão em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou pedido de prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (2) tem um relatório que detalha sua rotina de preso. O dia a dia de Bolsonaro incluiria atendimentos médicos, que somaram um número de 144 em pouco mais de um mês (39 dias), 13 sessões de fisioterapia, atividades espirituais e caminhadas diárias.
O documento cita que, entre 16 e 17 de janeiro, por exemplo, Bolsonaro recebeu cinco atendimentos de saúde em um único dia, realizados por profissionais da Secretaria de Saúde do DF e médicos particulares.
As atividades físicas do ex-presidente consistem de “caminhadas de 1 km” sob supervisão, e ocorreriam muitas vezes de manhã e à noite, com variação de dez minutos a uma hora de duração. A rotina seria complementada ainda por atividade religiosa regular, prestada por serviços de capelania providas pela unidade prisional e visitas do pastor Thiago Manzoni.
Problemas de saúde
O pedido de prisão domiciliar humanitária foi apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro, citando seus inúmeros problemas de saúde crônicos. Os relatórios técnicos com a rotina do ex-presidente foram produzidos pelo 19º Batalhão da Polícia Militar de Brasília, a “Papudinha”, onde ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses em regime fechado desde janeiro.
Além do suporte à saúde, segundo relatório a estrutura de custódia registra um fluxo constante de visitantes, sendo eles "familiares e aliados políticos". A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos Carlos e Flávio seriam as presenças mais frequentes, assim como a caçula do casal Laurinha.
Entre as figuras do âmbito político, o documento cita visitas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do senador Rogério Marinho (PL-RN), entre outros. O ex-presidente também mantém reuniões diárias com seus advogados, segundo o documento.
Segundo o magistrado, os documentos comprovam que o ambiente prisional "oferece condições plenamente satisfatórias" para o cumprimento da pena, garantindo a "dignidade da pessoa humana" e o suporte médico necessário ao apenado.
"Diferentemente do alegado pela Defesa, as condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, as necessidades do condenado”, entendeu o ministro.








