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Áudios vazados

Dirceu ironiza Flávio após áudios sobre cobrança milionária a Vorcaro para filme de Bolsonaro

José Dirceu
Ex-ministro ainda acusou Flávio Bolsonaro de quebra de decoro parlamentar ao negar relações com Vorcaro, confirmadas depois. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

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O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, ironizou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de áudios e mensagens atribuídos ao parlamentar sobre a cobrança ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”. A obra é uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que está em produção.

Isso porquê, na véspera, mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil revelou que Flávio teria tratado de um repasse de R$ 134 milhões para financiar o projeto cinematográfico estrelado pelo ator Jim Caviezel. O senador negou, inicialmente, a negociação. Mas, posteriormente, confirmou que tinha um contrato com Vorcaro que estava com os pagamentos atrasados.

“Flávio não disse que Lula acabou? Agora eu pergunto: quem é que acabou?”, declarou Dirceu em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (13).

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Dirceu se referia a uma fala recente de Flávio de que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria acabado após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado a uma vaga no STF. O ex-ministro também acusou o senador de quebrar o decoro parlamentar ao negar inicialmente qualquer relação entre o filme e o banqueiro Daniel Vorcaro. O senador havia classificado como “mentira”.

Horas depois, Flávio confirmou que procurou Vorcaro em busca de patrocínio privado para o longa-metragem sobre a trajetória política do pai. Segundo o parlamentar, não houve irregularidade na negociação e nenhum recurso público foi utilizado na produção.

“No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, afirmou Flávio em nota.

O senador ainda declarou que conheceu Vorcaro apenas em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia terminado e ainda não existiam suspeitas públicas envolvendo o banqueiro.

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Em outro trecho, Flávio afirmou que voltou a procurar Vorcaro após atrasos nos pagamentos necessários para concluir o filme e que não ofereceu vantagens financeiras ao banqueiro como contrapartida.

“Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, declarou.

O senador ainda tentou transformar a crise em ataque político ao governo federal e pediu investigação sobre a relação de integrantes do Palácio do Planalto com o empresário.

“Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”, concluiu.

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