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Cadeira vaga

DPU pede que Eduardo Bolsonaro seja julgado com Primeira Turma completa

Defensoria lembra que análise de suspeição de Moraes pode deixar caso nas mãos de três ministros.
Defensoria lembra que análise de suspeição de Moraes pode deixar caso nas mãos de três ministros. (Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara)

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A Defensoria Pública da União (DPU) pediu que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) adie o julgamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), previsto para a próxima terça-feira (16), e que um ministro da Segunda Turma ocupe a cadeira do colegiado que está vaga.

O pedido foi protocolado nesta sexta-feira (12) e direcionado ao relator, ministro Alexandre de Moraes. O defensor público federal Antonio Ezequiel Inácio Barbosa chama a atenção para um dos pontos levantados nas alegações finais: o de que Moraes não poderia julgar o caso de forma imparcial.

Sendo relativo ao próprio Moraes e com uma cadeira vaga, apenas três ministros estariam aptos a enfrentar essa questão, caso o relator de fato se afaste. Para o defensor, embora seja impossível um empate, o número reduzido de ministros para analisar a demanda prejudica o direito de defesa. O outro cenário seria o que a Turma já enfrenta: quatro ministros votantes, com chance de placar empatado.

A ação em questão analisa se Eduardo cometeu obstrução à Justiça ao articular em prol de sanções contra Moraes, que foi incluído no rol da Lei Magnitsy, mas retirado meses depois. Para a DPU, nesse caso, não há como argumentar que a vítima seria a democracia de um modo geral, pelo que Moraes estaria, sim, julgando um suposto crime do qual teria sido alvo.

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A defensoria ainda lembra que, como o caso tramita no Supremo, não há mais a quem recorrer. Por isso mesmo, argumenta, é necessário que o julgamento ocorra por um colegiado amplo.

O desfalque na Primeira Turma está diretamente relacionado com a divergência jurídica e política sobre as ações da suposta tentativa de golpe de Estado e as que condenaram diversas pessoas pelos atos de 8 de janeiro de 2023, na Praça dos Três Poderes.

Luiz Fux foi o único a votar contra as condenações. Para ele, não havia provas que enquadrassem os crimes elencados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) perfeitamente nos crimes descritos, o que levaria à absolvição, já que, em suas palavras, a conduta deve se encaixar no tipo penal "como a mão encaixa na luva".

A cadeira vaga seria ocupada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, caso sua indicação à Corte tivesse sido aprovada. Com isso, o colegiado teria quatro indicados pelo presidente Lula (PT) e Moraes, indicado por Michel Temer (MDB).

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