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Encontro de Flávio com Trump repercute entre políticos de direita e esquerda

Flávio Bolsonaro, o jornalista Paulo Figueiredo e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro durante encontro com o presidente Donald Trump, dos EUA, nesta terça (26). (Foto: Divulgação/Paulo Figueiredo)

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O encontro do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com o presidente americano Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca, nesta terça-feira (26), repercutiu imediatamente nas redes sociais do meio político brasileiro. Enquanto governistas minimizaram a agenda, a direita celebrou o encontro como um fortalecimento do discurso da segurança pública.

A Gazeta do Povo reuniu as manifestações dos dois campos políticos:

Comemoração na direita

Para os aliados da família Bolsonaro, o encontro foi interpretado como uma vitória diplomática e política que consolidou Flávio como um nome apoiado internacionalmente. Os discursos focaram no prestígio internacional e na agenda de segurança pública, especialmente no pedido para que facções brasileiras sejam classificadas como terroristas pelos EUA.

Coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN) projetou o cenário para o próximo ciclo político: “Em 2027, com Flávio Bolsonaro, o bandido voltará a temer a lei, não o cidadão de bem”, endossando o discurso de que o país precisa retomar o controle de territórios dominados pelo crime.

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) destacou o caráter "inédito" e "espontâneo" do convite de Trump, que convocou o econtro, afirmando que o líder americano enxerga no senador o nome ideal para combater o que chamou de "projeto totalitário de poder da esquerda".

“Esse encontro histórico não ocorreu por insistência dos bolsonaristas: foi fruto de um convite espontâneo do próprio Trump; e isso significa muito”, escreveu Frias em sua conta no X.

Deputados como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Julia Zanatta (PL-SC) celebraram o alinhamento em torno do combate ao crime organizado. Julia destacou a importância do pedido de Flávio para que facções crimninosas como o PCC e o Comando Vermelho (CV) sejam rotuladas como organizações terroristas por Washington.

“Importante alinhamento!”, escreveu Nikolas. “Chamar as coisas pelo nome”, disse Julia.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que integrou a comitiva, usou suas redes sociais para ironizar os céticos, que duvidaram da realização da agenda enquanto não estava confirmada:

“‘Não está na agenda’. ‘Não é oficial’. ‘Não vai acontecer’. Aconteceu e foi muito bom!”, disse.

Esquerda vê manobra diversionista

O campo governista classificou viagem como uma tentativa de desviar o foco das polêmicas domésticas envolvendo o senador. Eles também criticaram a presença do irmão de Flávio, Eduardo, e do jornalista Paulo Figueiredo na comitiva, chamando aos dois de "fugitivos".

O ministro da secretaria-geral da Presidência da República Guilherme Boulos questionou se Flávio havia pedido que Trump colocasse milícias como organizações terroristas. “Fico curioso para saber se ele pediu pro Trump declarar milícia do Rio como organização, porque ele tinha a no gabinete dele a mãe e a esposa do miliciano Adriano da Nóbrega”, disse Boulos em vídeo divulgado em suas redes sociais.

Vice-líder do governo Lula na Câmara, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) ironizou a entourage de Flávio, com Eduardo e Paulo Figueiredo, apelidando o grupo de “Três Patetas com Trump”.

Segundo Lindbergh, o encontro no Salão Oval foi "ridículo" e nada mais que “uma fotinho" para esconder o escândalo financeiro recente com o nome do senador vinculado ao do empresário Daniel Vorcaro. “Tudo isso para esconder a grana, os R$ 61 milhões que pegaram para financiar o golpe contra o Brasil”, disse o parlamentar em vídeo na sua conta no X.

Para o ex-ministro e pré-candidato a deputado federal, José Dirceu o pré-candidato estaria usando a viagem para se esquivar da pressão política no Brasil.

“Ele está fugindo dos problemas no Brasil, né. Flávio Bolsonaro foi aos EUA, ao lado de ‘dois fugitivos’ (referindo-se a Eduardo e Figueiredo), para posar ao lado de Donald Trump. Para conspirar contra o Brasil”, declarou o petista.

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