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O ex-tesoureiro do PT e candidato a deputado federal por Goiás, Delúbio Soares, afirmou nesta sexta-feira (21) que os delatores da Operação Lava Jato estão “na lata de lixo da História”. Ele foi condenado no processo que ficou conhecido como Mensalão e posteriormente em processo da força-tarefa que desbaratou um dos maiores esquemas de corrupção envolvendo o partido.
No Mensalão, Delúbio foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação no esquema de suborno a parlamentares em troca de apoio político. Na Lava Jato, as investigações envolveram desvio de recursos, pagamento de propinas a empreiteiras e superfaturamento envolvendo a Petrobras.
“Onde está Roberto Jefferson hoje? Qual é o seu futuro? Onde está Joaquim Barbosa? Onde estão os dedos-duros da Lava Jato? Estão na lata de lixo da História”, declarou Delúbio em entrevista ao Poder360.
Na mesma entrevista, Delúbio Soares afirmou que o então ministro Joaquim Barbosa deixou o Supremo após perceber supostos erros nas condenações do Mensalão. O magistrado deixou o cargo em julho de 2014, aos 59 anos, alegando “motivos pessoais”, conforme o relato apresentado pelo próprio Delúbio.
“Ele viu que o erro era tão grande que ele renunciou à presidência do STF”, disse Delúbio.
Delúbio também foi condenado pela Justiça Federal por lavagem de dinheiro e chegou a ser preso em 2018. Em 2023, porém, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a condenação ao entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar o caso, determinando o envio do processo à Justiça Eleitoral.
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Sobre o ex-deputado federal Roberto Jefferson, Delúbio afirmou que tentou disputar uma eleição, mas desistiu por não ter respaldo da sociedade. Jefferson foi um dos personagens do Mensalão e também ficou conhecido por sua atuação como delator do esquema investigado.
Delúbio também defendeu uma revisão criminal do processo do Mensalão e disse que aguardará um momento que considera mais adequado no Supremo.
“Vou esperar o Supremo Tribunal Federal acalmar, porque vários ministros do Supremo entraram na onda naquela época”, afirmou.
O ex-tesoureiro do PT foi expulso do partido em 2005, durante a crise do Mensalão, e retornou à legenda em 2011. Em 2026, tenta novamente uma vaga na Câmara dos Deputados por Goiás, depois de uma primeira tentativa de eleição para deputado federal em 1986.








