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Rio em guerra

Fachin diz que STF acompanha com atenção “tragédia grave” no Rio

Fachin prestou solidariedade às famílias das vítimas da “tragédia” no Rio. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta quinta-feira (30) que a Corte acompanha com "a devida atenção" e "sobriedade" os desdobramentos da megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro há dois dias. Ao encerrar a sessão, o ministro prestou solidariedade às famílias das vítimas da “tragédia”.

"Todos integrantes deste tribunal acompanham com a devida atenção, com a plena solidariedade aos familiares das vítimas e, ao mesmo tempo, com a discrição e a sobriedade que são necessárias para, em momentos de tragédias graves como essa, dedicar a elas a nossa atividade concreta e, no lugar devido, as melhores preocupações", disse o presidente do STF.

A operação contra o Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão terminou com 113 presos e 121 pessoas mortas, quatro delas eram policiais. Fachin foi o relator da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, na qual o STF determinou uma série de regras para operações policiais no Rio.

O ministro deixou a relatoria do caso ao assumir a presidência da Corte. Com isso, a ação deveria ser herdada pelo ministro Luís Roberto Barroso, recém-aposentado. Em meio a repercussão da operação na capital fluminense, o ministro Alexandre de Moraes assumiu a relatoria da “ADPF das Favelas” temporariamente.

Moraes irá ao Rio na próxima segunda-feira (3) para conduzir audiências com o governador Cláudio Castro (PL), a cúpula da segurança e chefes do Judiciário estadual. As autoridades deverão apresentar informações “de maneira detalhada” sobre a operação.

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