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Investigação contra Flávio

Fachin escolhe Mendonça como relator do caso “Dark Horse” no STF

Fachin escolhe Mendonça como relator do caso “Dark Horse”
Fachin decidiu que Mendonça, não Moraes, deve relatar caso "Dark Horse". (Foto: Victor Piemonte/STF)

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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu nesta quinta-feira (25) que o ministro André Mendonça, não o ministro Alexandre de Moraes, será o relator do pedido de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso "Dark Horse".

“Com efeito, os episódios que são referidos nesta ‘comunicação de crime’ coincidem com o objeto de outras investigações sob a relatoria do Ministro André Mendonça”, escreveu Fachin.

Mendonça vai supervisionar a tramitação da notícia-crime apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) contra Flávio e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por supostas irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse” por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

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O petista protocolou a notícia-crime no inquérito que investiga a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, relatado por Moraes.

Na segunda (22), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, emitiu parecer defendendo que o caso fique com Mendonça por prevenção, já que o ministro é o responsável pelo caso Master.

Moraes pediu que Fachin escolhesse o relator e determinou o desentranhamento do processo, dando origem a uma nova petição, independente do inquérito contra Eduardo.

Antes de decidir, o presidente do Supremo acionou a área técnica para que prestasse esclarecimentos sobre os critérios de distribuição de processos.

A Secretaria Judiciária informou, nesta tarde, que uma pesquisa nos sistemas do STF, utilizando o tema “valores destinados ao filme Dark Horse”, localizou dois processos que já haviam sido distribuídos a Mendonça por prevenção em 22 de maio de 2026.

O presidente da Corte precisava decidir se o caso deveria ser anexado ao inquérito de Moraes por conexão, enviado a Mendonça por prevenção, ou se passará por uma livre redistribuição entre os demais ministros.

Para Fachin, "as circunstâncias justificam a redistribuição destes autos, por parâmetro de prevenção", a Mendonça.

Notícia-crime contra Bolsonaro e Flávio

Em maio, o site The Intercept Brasil revelou que o senador teria negociado R$ 134 milhões em investimentos de Vorcaro para o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Cerca de R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025.

Em seguida, o senador confirmou o pedido, mas negou qualquer irregularidade. Flávio também admitiu ter visitado Vorcaro, em São Paulo, um dia após o banqueiro deixar a prisão. Já Eduardo afirmou que não foi o responsável pela gestão do investimento de Vorcaro na produção.

No dia 18 de maio, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu a inclusão de Bolsonaro e Flávio no inquérito que investiga a atuação de Eduardo nos Estados Unidos.

Ele apontou que o dinheiro utilizado para financiar o filme "Dark Horse", a cinebiografia de Bolsonaro, teria sido usado para custear uma “ofensiva internacional” contra as instituições brasileiras.

O petista solicitou ainda o bloqueio de bens e valores de Flávio e de empresas ligadas ao projeto "Dark Horse"; a retenção do passaporte do senador e que ele seja proibido de entrar em contato com Vorcaro.

Relator por prevenção, por conexão ou por sorteio

Normalmente, a distribuição de um processo no STF é feita por sorteio eletrônico. Cabe ao relator, conduzir o caso, decidir situações urgentes de forma monocrática (individual) e apresentar o primeiro voto em julgamentos coletivos.

No entanto, novos processos relacionados a um tema que já esteja tramitando na Corte devem ser direcionados ao mesmo relator por prevenção. "Esse procedimento racionaliza o julgamento e evita decisões conflitantes sobre uma mesma matéria, de acordo com a legislação processual", explica a Corte no site oficial.

No pedido contra Flávio e Bolsonaro, Lindbergh afirma que há uma possível conexão entre o financiamento do filme e a atuação de Eduardo nos Estados Unidos. O inquérito contra Eduardo é relatado por Moraes.

O deputado do PT pede que a investigação apure se os valores destinados ao filme “serviram, total ou parcialmente, como lastro financeiro”, da “campanha internacional conduzida por Eduardo Bolsonaro no exterior contra o Estado brasileiro, suas autoridades constituídas, seu Poder Judiciário, sua soberania jurisdicional e seus setores produtivos”.

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