Publicidade
Primo

Felipe Vorcaro cobra que Mendonça reveja prisão após Fachin negar ser o relator

Presidente do Supremo esclareceu que apenas mandou Mendonça enviar cópia dos autos, sem capturar relatoria.
Presidente do Supremo esclareceu que apenas mandou Mendonça enviar cópia dos autos, sem capturar relatoria. (Foto: Alejandro Zambrana/STF)

Ouça este conteúdo

A defesa de Felipe Cançado Vorcaro voltou a cobrar nesta terça-feira (22) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça analise o pedido de revogação de sua prisão preventiva, apresentado há três meses.

Um dia antes, os advogados haviam solicitado que o presidente da Corte, Edson Fachin, devolvesse o caso ao relator original para avaliação da prisão. O gabinete, no entanto, esclareceu que a relatoria não mudou, havendo apenas a remessa dos autos à Presidência.

Em meio à escalada da crise no Supremo, Fachin determinou a remessa à Presidência de duas petições sob o manto de Mendonça, uma da operação Compliance Zero (caso Master) e outra da operação Sem Desconto (fraudes no INSS). O despacho também determinou a remessa de "todos os processos a elas relacionados". Segundo a defesa de Felipe Vorcaro, a medida suspendeu a tramitação da Pet 15.873 e impediu Mendonça de analisar o pedido de revogação da prisão preventiva.

Os advogados Alberto Toron e Luiza Oliver, no entanto, argumentaram que o objeto do caso de Felipe é diferente, uma vez que não há qualquer alegação de envolvimento de ministros do Supremo.

Entenda o envolvimento de Felipe Vorcaro no caso Master

O primo do dono do Banco Master foi preso temporariamente em 7 de maio de 2026, na quinta fase da Compliance Zero, a mesma que revelou relações entre Vorcaro e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). A prisão foi motivada pela posição central no esquema em apuração e em uma tentativa de fuga durante a segunda fase. Dias depois, Mendonça converteu a prisão temporária em preventiva.

A Polícia Federal (PF) identificou 105 empresas ativas em que Felipe Vorcaro integra o quadro societário. Segundo a investigação, ele atuava como operador financeiro de Daniel Vorcaro e executava movimentações financeiras e societárias de interesse do grupo, incluindo operações apontadas como vantagens destinadas a Nogueira.

Defesas dos investigados no caso Master têm aproveitado a crise no Supremo para pedir por liberdade. O próprio Daniel Vorcaro já pediu a revisão de sua prisão preventiva. Seu cunhado, Fabiano Zettel, foi no mesmo sentido.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.