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Recuo

Filipe Martins volta a cadeia considerada insegura após ordem de Moraes

Réu no núcleo 2, Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão.
Réu no núcleo 2, Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

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O ex-assessor Filipe Martins voltou à Casa de Custódia de Ponta Grossa (PR) na tarde desta terça-feira (3). A Polícia Penal do Paraná informou a transferência em ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A operação ocorre em cumprimento à determinação do ministro, que questionou a transferência para o Complexo Médico Penal do Paraná (CMP) sem a sua autorização.

O retorno ocorreu sob escolta policial e levou pouco mais de duas horas. No ofício, a Polícia Penal apenas informa que cumpre a ordem do ministro, sem citar se houve a melhora nas condições prisionais da cadeia de Ponta Grossa.

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Após transferência não autorizada, equipe médica constatou pré-diabetes e iniciou monitoramento. Mesmo assim, Polícia Penal cumpriu ordem de Moraes e retirou Filipe Martins de complexo médico. Após transferência não autorizada, equipe médica constatou pré-diabetes e iniciou monitoramento. Mesmo assim, Polícia Penal cumpriu ordem de Moraes e retirou Filipe Martins de complexo médico. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Ao justificar a transferência não autorizada por Moraes, a Polícia Penal argumentou que havia uma "urgência operacional" em razão da necessidade de preservar a segurança de Filipe Martins. A coordenação em Ponta Grossa argumentou que "o custodiado possui histórico de exercício em função pública, o que o coloca em condição diferenciada de risco no convívio com a população carcerária comum".

A transferência ocorreu no dia 6 de janeiro. Na ocasião, foi realizado um exame médico que constatou pré-diabetes, acúmulo de gordura no fígado e pedras nos rins. Apesar de ter sido classificado como de baixo risco, ele ficou sob observação da equipe.

Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão, acusado de participar da elaboração da chamada "minuta do golpe", parte do suposto plano de golpe de Estado que teria como mentor e beneficiário principal o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante o processo, o controle de fronteiras dos Estados Unidos veio a público para negar que o ex-assessor viajou ao país, afirmação utilizada para embasar sua prisão preventiva.

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