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Após internação

Flávio Bolsonaro diz que seguir a negar prisão domiciliar é “brincar” com a vida do pai

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conversa com jornalistas. (Foto: André Borges / EFE)

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Após internação do ex-presidente Jair Bolsonaro por broncopneumonia, nesta sexta-feira (13), em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a apelar para uma prisão domiciliar humanitária para o pai. De acordo com Flávio, seguir a negar o cumprimento da pena em casa é “brincar” com a vida de Bolsonaro.

“Mais uma vez, reforço aqui, que estão brincando com a vida do meu pai! Não dá mais pra ficar com essa postura de achar que isso aqui é algum tipo de frescura, ou ficar com essa paranoia de que ele pode fugir! Cumpra-se a lei! O mínimo que ele deveria ter é essa domiciliar humanitária em casa, onde ele pode ter cuidado permanente da família”, disse ele para jornalistas concentrados diante do hospital.

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Ainda de acordo com o parlamentar, estes seriam os piores sintomas que ele teve, em função do líquido encontrado nos pulmões, resultado de broncoaspiração. Bolsonaro acordou nesta manhã com calafrios e sudorese e foi levado de sua cela no 19º Batalhão de Polícia Militar, a Papudinha, para o Hospital DF Star.

O último boletim médico relatou febre alta, queda de oxigenação, sudorese e calafrios. O mal-estar de Bolsonaro teria ocorrido durante a madrugada, sendo que teria sido atendido pela equipe médica de plantão na Papudinha, que decidiu pela transferência a um hospital. 

Bolsonaro está preso desde o dia 15 de janeiro nas instalações do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como "Papudinha", no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão a que foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).   

Recorrentes problemas de saúde

Jair Bolsonaro enfrenta recorrentes problemas de saúde desde que foi esfaqueado durante a campanha eleitoral de 2018 em Juiz de Fora (MG). O atentado provocou perfurações no intestino e hemorragia interna, exigindo cirurgia de emergência e uma série de procedimentos posteriores. Ainda em 2018 e ao longo de 2019, ele passou por novas intervenções para tratar complicações decorrentes da lesão, incluindo a retirada da bolsa de colostomia e correções na parede abdominal.

Desde então, Bolsonaro registra episódios recorrentes de obstrução intestinal, hérnias e dores abdominais, problemas associados às aderências formadas após as múltiplas cirurgias no abdômen. Essas complicações levaram a diversas internações e novos procedimentos médicos nos anos seguintes, incluindo cirurgias para liberação de aderências e correção de hérnias.

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