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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aproveitou seu discurso no ato “Acorda Brasil”, realizado neste domingo (1º), na Avenida Paulista, para prometer anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e projetar a volta do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto em 2027. Essa foi a primeira aparição em evento público desde o anúncio de sua pré-candidatura à Presidência da República, em dezembro.
“Quero compartilhar com vocês o que disse para o meu pai agora quarta-feira. Eu falei ‘pai, em janeiro de 2027, você vai pessoalmente subir aquela rampa do Planalto junto com o povo brasileiro’”, disse Flávio. O pai do senador está preso na Papudinha, em Brasília, após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.
Ovacionado pelos manifestantes, Flávio afirmou que a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto da dosimetria será “o primeiro passo” para que presos do 8 de janeiro possam retornar para casa.
“Esse primeiro passo vai ser dado em breve, e muitas ou praticamente todas as pessoas do 8 de janeiro vão poder ir para suas casas”, declarou o senador, sob aplausos.
Flávio abriu o discurso afirmando que o país vive um momento de perseguição política e que a mobilização nas ruas é uma resposta a esse cenário.
“Censuraram nossas redes sociais. Mandaram a Polícia Federal na casa de pessoas inocentes. Botaram tornozeleira eletrônica na perna de pessoas humildes e trabalhadoras. Mas nós, o povo, estamos aqui e não vamos desistir do nosso Brasil. O silêncio não é mais uma opção”, disse.
O parlamentar também elogiou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), responsável pela convocação do ato, e afirmou que a caminhada organizada por ele entre Minas Gerais e Brasília, de janeiro, reacendeu a “vontade de lutar” entre apoiadores.
Comparações com Lula e pressão contra o STF
Flávio também dedicou parte do discurso a comparar os governos Bolsonaro e Lula. Ele afirmou que, na gestão anterior, o Executivo “lutava pela liberdade de pensamento dentro da sala de aula” e ampliou o valor do Bolsa Família durante a pandemia.
Em contraposição, criticou gastos do atual governo, mencionou o uso do cartão corporativo e acusou a gestão petista de deixar jovens sem perspectivas. “Dá para comparar Lula e Bolsonaro?”, questionou o senador ao público, relembrando escândalos como o mensalão e o petrolão.
O discurso também incluiu críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e defesa do impeachment de ministros que, segundo ele, tenham cometido abusos. “Todos nós somos favoráveis ao impeachment de qualquer ministro do Supremo que descumpra a lei. Isso só não acontece hoje porque ainda não temos maioria no Senado Federal”, afirmou.








