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O senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quinta-feira (20) que a prestação de contas do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), já foi realizada, mas sem apresentar detalhes dos valores recebidos e gastos. A declaração ocorre em meio à investigação da Polícia Federal sobre cerca de R$ 61 milhões que teriam sido repassados pelo ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, para financiar a produção.
A afirmação ocorre após três meses de Flávio declarar que estava “100% disposto” a tornar público o contrato relacionado ao financiamento do longa, e que os recursos recebidos de Vorcaro haviam sido integralmente aplicados no filme. Na ocasião, porém, afirmou que a divulgação dependeria das regras de compliance de um fundo privado sediado nos Estados Unidos.
“Olha, já aconteceu. Inclusive eu vi a própria prestação de contas que foi feita do filme, foi vazada do processo que responderam e viram que estava tudo certinho”, declarou durante um ato de campanha em São Paulo.
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Apesar de afirmar que as contas estão regulares, o senador não informou quanto foi recebido, quanto foi gasto nem como os recursos foram distribuídos na produção. Em seguida, desviou o foco para o governo Lula na tentativa de colar o petista ao escândalo financeiro do Master.
“Agora, quem tem que prestar contas é o Lula, não sou eu. É ele que recebe Augusto Lima e Vorcaro lá, prometendo que vai trocar o presidente do Banco Central para esperar um pouquinho, para não vender o Banco Master para outro banco, não”, seguiu na crítica.
Nesta semana, em Brasília, o coordenador da campanha, Rogério Marinho (PL), também respondeu de forma semelhante ao ser questionado sobre o assunto. A orientação adotada pela campanha é evitar uma vinculação direta de Flávio ao detalhamento financeiro do filme e sustentar que a prestação de contas já foi feita.
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Dias depois de garantir que estava disposto a prestar contas do filme, o senador disse ter solicitado à produtora Go Up Entertainment um detalhamento das despesas e defendeu que o procedimento fosse transparente. O prazo mencionado naquele momento era de 30 dias.
Uma perícia privada contratada pela defesa da produtora apontou, em junho, um custo aproximado de R$ 75 milhões para “Dark Horse”, considerando despesas no Brasil e nos Estados Unidos. O levantamento atribuiu os aportes ao Havengate Development Fund, sediado nos Estados Unidos, mas não identificou nominalmente os financiadores.
O financiamento do filme, entretanto, continua sob investigação. Em julho, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar os repasses de Vorcaro e apurar possíveis irregularidades ou eventual contrapartida relacionada a Flávio.
O inquérito tramita sob sigilo e busca rastrear os recursos destinados à produção, que ainda não foi lançada. O caso se tornou um dos principais problemas enfrentados por Flávio durante a pré-campanha, enquanto a estratégia atual é tratar o episódio como encerrado e atribuir à produtora a responsabilidade pela prestação de contas.








