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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defendeu nesta terça-feira (1º) a renúncia do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a Polícia Federal (PF) encontrar informações sobre a relação do magistrado com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
"Moraes era de fato o advogado do Vorcaro, né? [...] Acho que o Alexandre de Moraes tinha que renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem a menor condição de ele continuar sendo ministro do Supremo", disse Flávio a jornalistas.
Segundo a PF, Moraes teria editado um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
Os investigadores chegaram à informação por meio da análise dos metadados do documento encontrado no celular de Vorcaro. O contrato vigorou entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.
A investigação também encontrou mensagens que indicam que Vorcaro procurou Moraes pouco antes de sua prisão, em novembro de 2025.
O ex-banqueiro teria pedido orientação sobre deixar o país e buscado a intervenção do ministro junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. A PF ainda apura o conteúdo e o contexto das conversas.
Flávio cobra esclarecimentos
Flávio disse que as informações levantadas pela PF exigem explicações de Moraes. Segundo o senador, a eventual confirmação das suspeitas comprometeria a permanência do ministro no STF.
“Se ele edita os contratos da esposa, que estava ali oficialmente sendo contratada, se parece que tem alguma forma de ajudar o Vorcaro a dar garantia de que a Polícia Federal não atue em determinado momento ou que o procurador-geral da República se posicione a favor do Vorcaro por influência de Alexandre de Moraes... Então, são muitas acusações graves”, afirmou.
O ministro André Mendonça, do STF, pediu nesta terça-feira que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o documento produzido pela PF com as mensagens.
Zema fala em prisão de Moraes
Romeu Zema também reagiu às revelações. Em uma publicação nas redes sociais, o candidato à Presidência pelo Novo chamou Moraes de “projetinho de ditador” e afirmou que a PF demonstrou que o ministro editou o contrato do escritório de sua esposa com o Banco Master.
“E tem mais: Moraes teria pedido proteção pro Vorcaro diretamente ao PGR e ao diretor da PF”, escreveu Zema.
O ex-governador de Minas Gerais também lembrou que apresentou um pedido de impeachment de Moraes quando ainda comandava o estado. Para ele, a eventual perda do cargo seria insuficiente.
“Impeachment é pouco. Ele merece é cadeia”, afirmou Zema, que também defendeu que Moraes devolva “todo o dinheiro”.
Augusto Cury propõe mandato de oito anos para ministros do STF
O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, defendeu a adoção de mandatos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A proposta estabelece oito anos de permanência no cargo e acaba com a possibilidade de os ministros permanecerem na Corte até a aposentadoria compulsória.
Cury apresentou a ideia nesta terça-feira (1º), durante visita à Expointer, em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS).
Ao conversar com jornalistas, ele afirmou que pretende romper com o modelo atual de composição do Supremo.
“Temos de romper com isso. Eu tenho o respeito de vários ministros do Supremo, mas sou o único que fala isso”, disse.
A Constituição determina que os ministros do STF permaneçam no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos.
Até a publicação desta matéria, os demais candidatos à Presidência não haviam comentado publicamente as novas informações sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.








