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O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi nomeado como advogado do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no processo de execução penal do Supremo Tribunal Federal (STF) que controla sua prisão no 19º Batalhão de Polícia Militar de Brasília.
Formalmente, o que ocorreu foi um substabelecimento. O advogado Paulo Amador Cunha Bueno, que lidera a defesa de Bolsonaro, repassou seus poderes ao senador.
A nomeação ocorre após a negativa do ministro Alexandre de Moraes do pedido de prisão domiciliar humanitária, baseado no laudo médico emitido pela Polícia Federal (PF) e pelos assistentes da defesa.
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Na decisão, Moraes demonstrou incômodo com as visitas a Bolsonaro, argumentando que "podemos verificar que o apenado tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental."
Agora, como advogado, Flávio pode se encontrar com o pai a qualquer tempo, ampliando o caminho para o direcionamento da campanha presidencial. Em 2018, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reativou sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para se registrar como advogado do presidente Lula (PT) e, com isso, obter livre acesso à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o petista estava preso. Haddad substituiu Lula naquele pleito, sendo derrotado por Bolsonaro.
Flávio ainda não anunciou qual será seu candidato a vice, mas já iniciou suas ações em busca de apoio, primeiramente olhando para as relações internacionais. Ao viajar em missão pelo Senado Federal, passou por Israel, Bahrein, França e Estados Unidos.








