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Proibição das bets

Fux dá 72h para governo se pronunciar sobre MP de Lula que proíbe bets no Brasil

Luiz Fux
Ministro do STF analisa pedidos para suspender medida de Lula que veta apostas e cassinos virtuais no país. (Foto: Carlos Moura/STF)

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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 72 horas para a Advocacia-Geral da União (AGU) se pronunciar sobre a medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que proibiu as bets no Brasil. Fux é relator dos pedidos apresentados por entidades do setor contra a determinação do petista e deve decidir sobre o caso ao longo da próxima semana.

As ações foram apresentadas pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que pedem a suspensão integral da medida até que o Congresso analise definitivamente ou o STF julgue as ações relacionadas. As entidades querem preservar a legislação anterior e permitir a continuidade das empresas autorizadas a operar no mercado brasileiro.

“Suspender a eficácia da medida provisória na íntegra até a conclusão da sua apreciação pelo Congresso Nacional (conversão em lei, rejeição ou perda de eficácia) ou até o julgamento do mérito desta ação”, aponta o pedido das entidades.

No pedido encaminhado ao STF, as associações afirmam que a interrupção imediata das atividades provoca insegurança jurídica. Segundo as entidades, empresas que atuam legalmente fizeram investimentos elevados para obter autorização e cumprir as exigências estabelecidas pelo próprio governo.

As operadoras legalizadas afirmam ter desembolsado dezenas de milhões de reais em taxas de outorga, fixadas em R$ 30 milhões por licença, além de constituírem reservas financeiras e adotarem estruturas de conformidade e governança exigidas para funcionamento regular. Para as entidades, a mudança repentina desconsideraria compromissos assumidos durante a implantação do marco regulatório do setor.

Outro argumento apresentado é que a MP teria sido publicada sem demonstração de urgência e sem estimativa de seu impacto financeiro. As entidades também questionam a ausência de estudos prévios sobre os efeitos da proibição em áreas que recebem recursos relacionados ao setor.

A medida foi determinada por Lula na última sexta-feira (25) de olho nas eleições com a alegação de que as bets estão afetando diretamente as finanças das famílias. Além da proibição das apostas, o presidente anunciou a terceira fase do Desenrola Brasil, para renegociar dívidas antigas dos brasileiros.

No mesmo recurso ao STF, as entidades pedem que, caso não seja possível suspender a medida provisória assinada por Lula, seja estabelecido um período de transição de seis meses para o encerramento das operações. O governo determinou um prazo ainda mais apertado, somente até o dia 5 de outubro para as plataformas saírem do ar.

"Sucessivamente, prorrogar os prazos da medida provisória para não menos de seis meses contados da sua publicação, mediante plano de descontinuidade a ser protocolado por cada agente autorizado na Secretaria de Prêmios e Apostas, com preservação do resgate dos saldos pelos apostadores", pontua o documento.

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