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O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) disse ter prestado queixa nesta quinta-feira (1º) após ser agredido durante uma festa de Réveillon no condomínio de luxo Interlagos, em Camaçari (BA). Ele estava com a família no evento, quando um homem o imobilizou com um "mata-leão".
A coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, divulgou imagens do episódio nesta sexta-feira (2). “A realidade é que eu estava sentado com minha mulher quando uma pessoa se aproximou por trás e me deu uma espécie de mata-leão, dizendo: ‘Você tem que morrer, política tem que morrer’”, disse o emedebista ao Metrópoles.
O ex-ministro afirmou que procurou o síndico do condomínio e acionou a polícia. “A suspeita é de que ele seja convidado de algum morador. É um lugar que frequento há 30 anos. Como meus amigos, vou ter que andar com segurança”, acrescentou.
Geddel foi ministro no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também atuou nos governos de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB).
Em 2017, a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões em um apartamento vinculado ao ex-ministro, que ficou conhecido como “bunker” do Geddel. Ele chegou a ser preso naquele ano.
Em 2019, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Geddel a 14 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Dois anos depois, o colegiado anulou, por maioria, a condenação do ex-ministro por associação criminosa e a multa fixada no valor de R$ 51 milhões por danos morais. Em fevereiro de 2022, o ministro Edson Fachin concedeu liberdade condicional a Geddel.




