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Falta de provas

Gilmar arquiva pedido de investigação contra vice de Flávio por suposto estupro

Gilmar arquiva pedido de investigação contra vice de Flávio por suposto estupro
Vice de Flávio, Alfredo Gaspar sempre negou as acusações. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes arquivou nesta terça-feira (6) um pedido de investigação contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) por suposto estupro.  Ele é candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL).

O deputado do PL sempre negou e chegou a fazer um exame de DNA para contestar as acusações. Gilmar acolheu o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu pela ausência de justa causa e de elementos mínimos de corroboração.

A Polícia Federal havia solictado a apuração após o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) denunciarem Gaspar por suposta prática de violência sexual contra uma adolescente de 13 anos em Alagoas, resultando em gravidez.

Eles também afirmaram que o vice de Flávio teria realizado pagamentos para assegurar o silêncio dos envolvidos. O episódio teria ocorrido 8 anos atrás. O caso foi publicizado pelos dois parlamentares em pronunciamento coletivo à imprensa nos corredores do Congresso Nacional. 

Na ocasião, Lindbergh chamou Gaspar de "estuprador" durante uma sessão da CPMI do INSS. Relator da comissão, o deputado do PL defendeu o indiciamento de mais de 200 pessoas. Entre elas, do empresário Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para verificar a plausibilidade das alegações antes de qualquer eventual abertura de inquérito, o ministro autorizou a realização de diligências preliminares solicitadas pela PGR.

Após a execução das medidas, a PGR se manifestou pelo arquivamento do pedido, destacando que as capturas de tela, os áudios e os dados telemáticos colhidos não permitiram confirmar a origem das comunicações, nem identificaram os sujeitos diretamente envolvidos ou forneceram provas independentes que respaldassem a narrativa inicial.

Na decisão, Gilmar frisou que a abertura de investigação criminal contra o vice de Flávio exige a presença de justa causa e de substrato informativo mínimo. O magistrado salientou que os elementos trazidos aos autos não eram capazes de “conferir suporte mínimo às imputações formuladas”.

O relator deferiu ainda a habilitação da defesa de Gaspar para ciência dos autos e determinou a publicidade da decisão no Diário da Justiça, retirando o sigilo do despacho, embora tenha mantido sob segredo de justiça os documentos e peças sensíveis que instruem a petição.

A Gazeta do Povo procurou a assessoria da campanha de Flávio e Gaspar, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

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