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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) informou nesta sexta-feira (7) ter ingressado com uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado pedindo a abertura de um processo disciplinar contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ciro vincula estas queixas à aproximação do período eleitoral.
O argumento da denúncia seria uma “quebra de decoro parlamentar” relativa à denúncia contra o parlamentar no Caso Master. A notícia foi antecipada com exclusividade no programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo.
“Acredito que o Brasil tem que ser passado a limpo”, disse o senador.
A denúncia se baseia em elementos da investigação da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apontam indícios de que Nogueira teria apresentado uma emenda que amplia a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$250 mil para R$ 1 milhão por depositante.
O texto teria sido redigido pela própria assessoria do Banco Master, entregue ao senador em envelope endereçado à sua residência e depois reproduzido de forma integral no Senado.
A representação também cita supostos indícios de repasses mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil a Ciro Nogueira, aquisição de participação societária com forte deságio em empresa ligada ao irmão do parlamentar.
Outro lado
A reportagem da Gazeta do Povo convidou o senador Ciro Nogueira a comentar a representação no Conselho de Ética. O parlamentar não respondeu. O espaço segue aberto.
Na época das primeiras informações sobre a vinculação com o esquema, Nogueira vinculou o vazamento das informações à aproximação do período eleitoral. “Tentam de todas as formas parar quem lidera em intenção de votos”, disse.
Conselho de Ética parado
Responsável por analisar denúncias disciplinares contra senadores, o Conselho de Ética do Senado está sem funcionar desde julho de 2024. A paralisação ocorre em razão da falta de designação dos integrantes e da instalação do colegiado pela Presidência da Casa.
A consequência é que pelo menos 19 representações ficaram sem qualquer análise, o que levou a oposição a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar destravar a pauta.
Entre os casos que aguardam eventual análise estão nomes da base governista e da oposição, como Soraya Thronicke (Podemos-MS), Ciro Nogueira (PP-PI), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Marcos do Val (Podemos-ES), Giordano (MDB-SP), Jorge Seif (PL-SC), Marcos Rogério (PL-RO), Plínio Valério (PSDB-AM) e Eduardo Braga (MDB-AM). O próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também é alvo de representações.




