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Caso Master

Girão aciona Conselho de Ética contra Ciro Nogueira por quebra de decoro

Senador atribuiu aos grandes bancos articulação contra aumento de cobertura pelo FGC.
Senador atribuiu aos grandes bancos articulação contra aumento de cobertura pelo FGC. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senad)

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) informou nesta sexta-feira (7) ter ingressado com uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado pedindo a abertura de um processo disciplinar contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ciro vincula estas queixas à aproximação do período eleitoral.

O argumento da denúncia seria uma “quebra de decoro parlamentar” relativa à denúncia contra o parlamentar no Caso Master. A notícia foi antecipada com exclusividade no programa Sem Rodeios, da Gazeta do Povo.

“Acredito que o Brasil tem que ser passado a limpo”, disse o senador.

A denúncia se baseia em elementos da investigação da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apontam indícios de que Nogueira teria apresentado uma emenda que amplia a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$250 mil para R$ 1 milhão por depositante.

O texto teria sido redigido pela própria assessoria do Banco Master, entregue ao senador em envelope endereçado à sua residência e depois reproduzido de forma integral no Senado.

A representação também cita supostos indícios de repasses mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil a Ciro Nogueira, aquisição de participação societária com forte deságio em empresa ligada ao irmão do parlamentar.

Outro lado

A reportagem da Gazeta do Povo convidou o senador Ciro Nogueira a comentar a representação no Conselho de Ética. O parlamentar não respondeu. O espaço segue aberto.

Na época das primeiras informações sobre a vinculação com o esquema, Nogueira vinculou o vazamento das informações à aproximação do período eleitoral. “Tentam de todas as formas parar quem lidera em intenção de votos”, disse.

Conselho de Ética parado

Responsável por analisar denúncias disciplinares contra senadores, o Conselho de Ética do Senado está sem funcionar desde julho de 2024. A paralisação ocorre em razão da falta de designação dos integrantes e da instalação do colegiado pela Presidência da Casa.

A consequência é que pelo menos 19 representações ficaram sem qualquer análise, o que levou a oposição a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar destravar a pauta.

Entre os casos que aguardam eventual análise estão nomes da base governista e da oposição, como Soraya Thronicke (Podemos-MS), Ciro Nogueira (PP-PI), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Marcos do Val (Podemos-ES), Giordano (MDB-SP), Jorge Seif (PL-SC), Marcos Rogério (PL-RO), Plínio Valério (PSDB-AM) e Eduardo Braga (MDB-AM). O próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também é alvo de representações.

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