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"Estadão"

Gleisi ataca jornal por editorial contra Messias no STF: “se mete onde não deve”

Divergência girou em torno do conceito de "notável saber jurídico". Petista alega ataque gratuito.
Divergência girou em torno do conceito de "notável saber jurídico". Petista alega ataque gratuito. (Foto: Antonio Augusto/STF)

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A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) levou a uma crítica do jornal O Estado de São Paulo que irritou a ex-ministra das Relações Institucionais Gleisi Hoffmann (PT). O tema da divergência é o conceito de "notável saber jurídico", requisito para a nomeação.

Logo após o editorial "Senado tem o dever de rejeitar Messias", publicado na madrugada desta quarta-feira (8), Gleisi fez uma postagem dizendo que o veículo de imprensa "se mete onde não deve e agride gratuitamente" o indicado.

Em seu texto, o "Estadão" opina que Messias não tem notável saber jurídico, além de apontar para dúvidas sobre a reputação ilibada, requisitos para a admissão ao cargo. Como embasamento do que poderia manchar sua reputação, é citado o telefonema vazado pela Operação Lava Jato, em que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) alega que Messias levaria ao presidente Lula (PT) um termo de posse para a Casa Civil, a ser utilizado em caso de risco de prisão. A posse foi anulada logo depois pelo ministro Gilmar Mendes.

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Para Gleisi, o veículo "esconde dos leitores que Jorge Messias construiu uma das mais sólidas trajetórias jurídicas no serviço público brasileiro". Formado em direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele é mestre e doutor em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília (UNB). Sua produção acadêmica inclui a coautoria de um livro sobre reclamações constitucionais e uma passagem, como professor visitante, pela UNB.

Para o editorial, porém, o termo "notável" exige que o conhecimento jurídico seja maior, "amplamente reconhecido por toda a comunidade jurídica e acadêmica, acima de quaisquer controvérsias".

"O notório saber jurídico de Jorge Messias para ser ministro do STF é tão patente quanto o notório preconceito e a aversão dos editoriais do Estadão a tudo que emana do presidente Lula, desde os tempos em que ele despontou como líder sindical enfrentando a ditadura", contesta a ex-ministra.

A Gazeta do Povo entrou em contato com o Estado de São Paulo e com a Advocacia-Geral da União (AGU). O espaço segue aberto para manifestação.

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