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Rejeição de Messias

“Governo Lula acabou, não tem mais o respeito de ninguém”, diz Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). (Foto: Andressa Anholete / Agência Senado)

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O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vê a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma cadeira no Supremo como “o fim do governo Lula”. Para o presidenciável, a derrota histórica do indicado do Executivo no Senado marca a falência da governabilidade e sinaliza que não há mais respeito à sua autoridade.

“O governo Lula acabou, não tem governabilidade e não tem mais o respeito de ninguém”, declarou Flávio ainda na noite desta quarta-feira (29) a jornalistas presentes no Congresso Nacional. Nesta quinta-feira, em entrevista exclusiva à revista Veja, o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro elaborou melhor o momento e classificou o ocorrido como um “ponto de inflexão”.

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“Na prática, é o fim do governo Lula. Há um clima de fim de festa na Esplanada, o que é muito bom para o país”, declarou Flávio em live da Veja.

Para Flávio, a rejeição do nome de Messias também demonstrou um esforço do Senado para mostrar independência diante de uma situação de supremacia do Executivo e do Judiciário.

“Obviamente houve uma grande articulação, algumas reuniões, e vi a oportunidade de o Senado resgatar uma imagem de não submissão. O Supremo está se tornando uma Corte de compadres de Lula”, declarou.

Para o senador, a rejeição de Messias foi uma “resposta clara” do Senado sobre como a administração federal estaria tratando a classe política — com o que ele vê como “desrespeito” — e sobre a busca de apoio no Supremo Tribunal Federal por falta de base nas Casas Legislativas. “Fica a sensação de que são um ou dois ministros que podem escolher o presidente da República”, disse.  

Após a derrota histórica do governo na indicação de Messias ao STF, nesta quinta-feira a oposição pode impor nova derrota na sessão do Congresso desta quinta-feira, quando pode rejeitar integralmente os vetos ao PL da dosimetria, que diminuem as penas dos condenados pelo 8 de janeiro, entre os quais Jair Bolsonaro.

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