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Integrantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva fizeram nesta quinta-feira (28) manifestações públicas contra a decisão do Departamento de Estado do governo Donald Trump nos EUA, que designou como terroristas as facções CV e PCC. Em comum, eles veem uma tentativa de “intervenção” no país.
Assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, o diplomata Celso Amorim declarou que cooperação internacional seria bem-vinda, mas que uma intervenção internacional nas políticas de segurança pública seria “inaceitável”.
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"Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção, é inaceitável", declarou Amorim.
A declaração do ex-chanceler do Brasil foi ecoada pelo líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados. Para ele, a decisão terá “consequências negativas” ao país, especialmente na economia, afastando investimentos e comprometendo a soberania.
“CV e PCC estão sendo combatidos pelo governo do presidente Lula, estamos pegando o andar de cima do crime organizado, com operações da PF e Receita que estão asfixiando financeiramente essas organizações. (...) Eles querem nos vulnerabilizar e abrir espaço para intervenção militar dos EUA no Brasil, querem fazer do Brasil colônia” declarou o parlamentar.
O anúncio de que as facções seriam consideradas terroristas a partir de junho foi feito pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio. Ele disse que as organizações criminosas controlam milhares de pessoas e são as “mais violentas do Brasil". O PCC e CV se juntam a uma lista de dezenas de outras organizações internacionais consideradas terroristas pelos EUA.






