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No programa Última Análise desta quinta-feira (08), os convidados falaram a respeito dos três anos do Oito de Janeiro, data que ganhou cerimônias especiais, tanto do governo federal, quanto do Supremo Tribunal Federal (STF). Antes um pretexto para duras condenações, agora o episódo parece ter se tornado um fetiche entre os poderosos da Praça dos Três Poderes. Enquanto isso, muitos dos manifestantes aguardam pela justiça.
O ex-procurador Deltan Dallagnol lembrou do excessivo e desproporcional número de condenações, comparando-o a regimes autoritários. "Foram 800 condenados e 14 absolvidos. Isso é 2% de absolvidos. É um índice de culpabilidade digno da Coreia do Norte. Na Lava Jato o índice de absolvição superava 20%. Isso mostra que o juiz examinava de forma independente as acusações", avalia ele.
Em evento esvaziado, o presidente Lula vetou integralmente, nesta quinta (8), o projeto de lei que permitiria uma revisão das penas dos condenados pelos atos de Oito de Janeiro. Já o presidente do STF, ministro Edson Fachin, defendeu Alexandre de Moraes em outra cerimônia relativa ao episódio. Segundo Fachin, seu colega agiu com “firmeza” nos inquéritos e enfrentou “sacrifícios pessoais”.
"Não tem como sustentar esse grande teatro. A oposição deveria também ter feito atos simbólicos, mas para falar da barbaridade que ocorreu. Chama a atenção, no evento de Lula, a ausência de presidentes do Legislativo. Foi um ato político-partidário", disse o escritor Francisco Escorsim.
Convulsão social no Irã
O regime islâmico do Irã decidiu derrubar, nesta semana, a internet em todo o país após a intensificação dos protestos contra a ditadura dos aiatolás. Segundo dados da organização de monitoramento digital "NetBlocks", métricas em tempo real confirmaram um apagão nacional de conectividade, afetando provedores centrais da infraestrutura iraniana em meio à escalada das manifestações. Protestos tomaram conta da capital Teerã.
O ex-juiz de Direito Adriano Soares da Costa elogiou o papel do presidente americano Donald Trump no enfraquecimento do regime iraniano. Segundo ele, "Trump colocou um embargo duríssimo, rompendo as negociações erradas que os EUA vinha fazendo. Ele bombardeou usinas nucleares escondidas e apertou o regime".
O caso Banco Master
O Banco Master teria pago R$ 2 milhões a influenciadores digitais para orquestrarem ataques ao Banco Central. O objetivo seria criar um ambiente de opinião pública favorável para reverter a liquidação do banco no Tribunal de Contas da União (TCU). A Polícia Federal (PF) apura se houve uma campanha coordenada em redes sociais envolvendo influenciadores recrutados para difamar o banco.
"Tentaram criar um ambiente propício para que um ministro do TCU pudesse reverter a liquidação do banco. Este é o tamanho do desespero que levou a abrir as comportas de ouro do presidente Daniel Vorcaro. Foi uma espécie de 'corrupção privada", diz Dallagnol. Para o ex-procurador, o episódio pode até justificar uma prisão preventiva de Vorcaro.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.



