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O ministro da Economia, Paulo Guedes.| Foto: Sérgio Lima/ AFP

O ministro da Economia Paulo Guedes foi enfático ao criticar qualquer pedido de aumento por parte do funcionalismo público em meio à pandemia. “Precisamos da contribuição do funcionalismos público. Dezenas de milhões de brasileiros estão demitidos, milhares de empresas estão fechando, só estamos pedindo uma contribuição. Isso vale para municípios, estados e governo federal”, argumentou Guedes. Ele afirmou que não vai tirar nada de ninguém e pediu que “não assaltem o Brasil”.

Guedes participou da coletiva com atualizações do governo sobre ações no combate ao novo coronavírus, nesta sexta-feira (15). Para ele é "inaceitável que tentem saquear o gigante que está no chão. Que usem a desculpa da crise da saúde para saquear o Brasil na hora que ele cai. Nós queremos saber o que podemos fazer de sacrifício pelo Brasil nessa hora e não o que o Brasil pode fazer por nós”.

O ministro afirmou que “as medalhas são dadas depois da guerra, não antes". "Nossos heróis não são mercenários. Que história é essa de pedir aumento de salário porque um policial vai a rua exercer sua função ou porque um médico vai a rua exercer sua função. Se ele trabalhar mais por causa do coronavírus, ótimo, ele recebe hora extra. Mas dar medalha antes da batalha? As medalhas vêm depois da guerra, depois da luta”, afirmou.

Ele disse que eventuais gratificações aos profissionais que estão na linha de frente serão pagas depois que pagar a pandemia, não antes. “Nós vamos nos lembrar disso, vamos botar o quinquênio, o anuênio, o milênio, o 'eugênio'. Tudo que for preciso. Mas não antes da batalha. Não podemos aproveitar um momento de fragilidade, em que o Brasil cai na crise financeiramente."

500 dias de governo Bolsonaro

A coletiva que deveria ser sobre as ações do governo no combate ao novo coronavírus, foi usada também para falar sobre os 500 dias do governo de Jair Bolsonaro. “Não há o que celebrar em meio aos efeitos dessa pandemia, as vidas dos brasileiros em risco, a economia também sob ameaça”, pontuou Guedes.

O ministro mencionou várias vezes o presidente Bolsonaro ao citar as “duas ondas” que estão afetando o Brasil. A primeira é a saúde e a segunda é a econômica. Guedes fez um resumo das conquistas da pasta da economia.

Impacto da saída de Nelson Teich 

Guedes se posicionou sobre a saída de Nelson Teich do Ministério da saúde, nesta sexta. “A vida real é que há disputas políticas, há pandemia, há todo tipo de coisa. Eu acho que a rotatividade desse governo foi bem menor do que anteriores, porque realmente foi um ministério bastante técnico que foi montado e, às vezes, há uma diferença de orientação. Quem tem voto é o presidente. Seria anormal se saísse o presidente porque um ministro quer fazer algo diferente”.

O ministro acredita que os agentes econômicos reagem pela configuração da política econômica e não às trocas de ministro. “Não porque cai um ministro ali, outro ali. Ministro pode trocar o quanto quiser. O importante é a direção. Não pode trocar a política econômica”, afirmou. Teich foi o nono ministro a deixar o governo.

Retomada e consequências 

Guedes disse, ainda, que esse não é o momento para "subir em cadáveres para arrancar recursos do governo". “A reconstrução de um país leva anos. Passamos um ano e meio tentando reconstruir. Quando estamos começando a decolar, somos atingidos por uma pandemia. Vamos aproveitar de um momento desse, da maior gravidade de uma crise de saúde, e vamos subir em cadáveres para fazer palanque? Vamos subir em cadáveres para arrancar recursos do governo?”, disse Guedes.

Para o ministro a população vai punir “quem usar cadáveres como palanque” durante as eleições. Além disso, Guedes pediu que a mídia visse um outro lado do presidente e que Bolsonaro visse o outro lado da mídia, “que empurra por mudanças”. Mas considera que isso ainda não aconteceu. Ressaltou que ambos merecem respeito e compreensão.

“O isolamento social protege vidas, no sentido de que nós nos afastamos um do outro, mas o isolamento econômico ameaça vidas brevemente. Porque se do ponto de vista da saúde nós temos que estar afastados, do ponto de vista econômico nós temos que estar absolutamente de mãos dadas”. Guedes argumentou que quando o presidente falou sobre a importância da economia, não quis se manifestar contra a saúde.

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