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No programa Última Análise desta segunda-feira (31), os comentaristas falaram a respeito da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que monocraticamente suspendeu a campanha presidencial do candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão). O magistrado alega que Renan omitiu perfis de redes sociais quando do registro da candidatura.
"Decisão ilegal, autoritária e ilícita", avalia o ex-juiz de Direito Adriano Soares da Costa. "Ela descumpre a Constituição Federal, os direitos fundamentais e enfraquece a soberania popular. O direito eleitoral, como todo ramo do direito, tem uma racionalidade, que foi ignorada", ele explica.
Toffoli ainda apontou supostas irregularidades nos perfis oficiais do candidato que teriam favorecido suas postagens. Após a decisão, a campanha de Renan divulgou vídeo com o candidato indignado, mas dizendo que não irá desistir.
"Já falamos diversas vezes, mas é sempre bom frisar que os defensores da democracia estão prejudicando a democracia. Eleições deveriam ser livres. Quanto mais condições de conhecer candidatos, melhor", diz a advogada Fabiana Barroso.
Depois, em entrevista à imprensa, o candidato insinuou que a decisão tem motivação pessoal. Renan lembrou que convocou diversas manifestações de rua neste ano, reivindicando investigações sobre Toffoli.
Para o colunista da Gazeta do Povo Luís Ernesto Lacombe, o caso revela "a espada na cabeça dos candidatos". Segundo ele, "não podemos achar que o Brasil vive uma normalidade, pois está na cara de todos os eleitores".
Futuro da candidatura
A defesa do candidato pediu, na noite desta segunda-feira (31), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a decisão monocrática de Toffoli seja analisada pelo plenário.
"Ainda que a discussão vá para o plenário, acredito que os efeitos são irreversíveis. O próprio Renan, na coletiva, disse que não poderá participar de uma sabatina, por exemplo. Estamos falando de uma campanha de 45 dias", disse Barroso.
Caso Lulinha
Já no caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", a amiga íntima do filho do presidente Lula (PT), Roberta Luchsinger, teria mandado um recado ao Palácio do Planalto, exigindo proteção nas investigações envolvendo fraudes no INSS.
"Há um receio real do PT de que ela fale demais e até formalize uma delação premiada. Eles sabem que isso é possível, dado a história do partido com 'Petrolão', 'Mensalão' e agora o INSS", avalia Barroso.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.



