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A primeira-dama Janja Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (30) que está “preparada psicologicamente” para críticas que pode receber durante a campanha presidencial de 2026. Segundo ela, desde as eleições de 2022, se tornou o “alvo preferencial” de adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que pretende continuar atuando em pautas que considera prioritárias.
Durante a apresentação do Pacto Brasil contra o Feminicídio, no Piauí, Janja disse que continuará defendendo temas como o combate ao feminicídio e à fome, apesar das críticas.
“Sempre digo isso. Para eles é muito fácil usar uma mulher. Pensam: ‘É só uma mulher, ela não tem importância’. Estou preparada psicologicamente para esta campanha”, declarou em entrevista ao Grupo Meio Norte.
Janja também voltou a defender a regulamentação das plataformas digitais e afirmou que os algoritmos contribuem para a disseminação de conteúdos ofensivos contra mulheres.
“Números são a cara do que as redes mostram para os adolescentes. Discurso de ódio contra as mulheres monetiza”, completou.
A primeira-dama ainda defendeu a criação de uma estrutura de apoio para o exercício da função de primeira-dama no Brasil. Ela afirmou que nunca quis atuar “na clandestinidade” e citou exemplos de outros países que oferecem suporte institucional para esse papel, de que “não é demérito ter uma estrutura” e que “sempre quiseram me colocar numa caixinha”.
Embora exerça atividades públicas, a função de primeira-dama não é um cargo político formal no Brasil. A posição não possui remuneração nem atribuições previstas na Constituição e, tradicionalmente, está ligada a ações sociais, representação institucional e recepção de autoridades.
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Janja também relembrou a repercussão de uma reunião realizada na China, em maio de 2025, quando falou sobre os impactos das redes sociais e citou a morte de uma menina de 8 anos de idade após participar de um desafio virtual divulgado por um perfil no TikTok. Ela afirmou que a reação às declarações a fez cogitar deixar a exposição pública.
“A forma como fui atacada pela imprensa e por mulheres jornalistas me fez pensar ‘não é possível’. Naquele momento, quis pegar minhas cachorras e ir para São Paulo, acordar às 10h e fazer o que queriam que eu fizesse”, afirmou lembrando que o objetivo foi alertar para a importância da regulamentação das redes sociais para proteger mulheres, crianças e adolescentes.
Em meados de junho, Janja também se queixou de falta de reconhecimento pelo seu trabalho no governo com Lula se dizendo vítima de "ataques misóginos" de "tudo quanto é lado, da direita, da esquerda e da imprensa".
Após a repercussão do encontro, o presidente Lula afirmou que a iniciativa de abordar o tema do TikTok partiu dele, embora tenha confirmado que Janja pediu a palavra durante a reunião. O chefe do Executivo declarou que “a pergunta foi minha” e acrescentou que a esposa “não é cidadã de segunda classe” e que “entende mais de rede digital” do que ele próprio.








