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Articulação política

Janones deve continuar na Câmara em vez de assumir ministério no Lula 4

Lula e Janones
Deputado comandante do "Exército do Lula" diz que pode ser mais útil no Congresso, onde a direita terá maioria em 2027. (Foto: Ricardo Stuckert/Secom)

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O deputado federal André Janones (Avante-MG) sinalizou nesta quinta-feira (29) que pretende permanecer na Câmara dos Deputados no próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em vez de assumir algum ministério. O parlamentar afirmou que acredita ter maior capacidade de contribuir com o novo mandato atuando diretamente no Congresso Nacional.

Janones foi considerado por Lula como um dos principais responsáveis pela virada que teve na eleição presidencial, conseguindo superar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em mais de quatro milhões de votos no segundo turno. O parlamentar comandou o canal “Exército do Lula” no WhatsApp que reúne mais de dez milhões de participantes que eram instados a conquistar mais votos na disputa.

“A gente vai entender onde posso somar mais com o Lula 4. Por vontade própria, não entendo que um ministério é onde posso ajudar mais, mas estou na liderança dele”, declarou Janones após um almoço com Lula no Palácio da Alvorada.

Apesar da preferência pela permanência no Legislativo, Janones ressaltou que a decisão final será tomada em conjunto com Lula e que está disposto a seguir a orientação do presidente. O deputado justificou a iniciativa por conta da maioria de parlamentares de direita eleitos para o Congresso.

“Acho que posso ajudar muito como deputado, ele [Lula] precisa de força no Congresso, a extrema direita tem maioria e eu posso dar um peso ali. Eu vou seguir o que o presidente mandar”, afirmou o parlamentar.

Janones afirmou que pretende manter o canal no WhatsApp e que promete alcançar 13 milhões de inscritos até a cerimônia de posse do presidente, prevista para 5 de janeiro.

Além da atuação no Brasil, Janones manifestou interesse em ampliar sua participação em iniciativas internacionais de mobilização política contra o avanço de grupos que classifica como de extrema direita.

Ele mencionou a possibilidade de colaborar com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, em ações de comunicação e articulação, mas não apresentou detalhes sobre eventuais convites ou projetos.

“Tenho desejo gigante de contribuir em todos os lugares que tiver voz no mundo pra ficar livre da extrema direita”, completou.

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