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Ligação com PCC

Justiça acolhe denúncia e torna réus Deolane e Marcola por lavagem de dinheiro

Advogada foi presa sob suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro para o PCC.
Deolane foi presa sob suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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A Justiça de São Paulo acolheu a denúncia do Ministério Público e tornou ré a influenciadora Deolane Bezerra e o presidiário Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC. Além deles, foram apontadas outras quatro pessoas, todas por um esquema de lavagem de dinheiro da facção. Todos negam os crimes.

Deolane está presa na penitenciária de Tupi Paulista desde que foi presa na operação Vérnix, em 22 de maio, e Marcola, desde 2019. Dois dos denunciados estão foragidos no exterior, segundo o MP-SP, e outros dois estão presos.

Segundo a denúncia, entre 2018 e 2025, eles operaram uma estrutura para dissimular e reintroduzir recursos ilícitos obtidos pelo PCC na economia formal. O principal meio usado pelo esquema teria sido uma empresa, a Lopes Lemos Transportes Ltda., conhecida como Transportadora Lado a Lado. A firma recebia ordens de Marcola e de outro suspeito para repassar os rendimentos às demais pessoas da rede.

A dinâmica consistiria em Deolane receber depósitos fracionados provenientes da transportadora, ocultando a origem mediante o uso de contas próprias. De acordo com a investigação, a influenciadora planejava reestruturar empresas e transferi-las para fundos sediados no exterior, operando a lavagem de dinheiro dos valores oriundos de integrantes da facção.

Outro integrante do grupo supervisionava as prestações de contas e o fluxo de valores como operador intermediário. Parentes de Marcola recebiam parcelas dos rendimentos ilícitos por determinação do chefe, cabendo a eles a distribuição dos valores a partir de informações repassadas pelo comando da organização.

Segundo os argumentos do advogado Aury Lopes, que defende Deolane, ela não tem "nenhum vínculo" com a facção e não cometeu nenhum crime. Sua prisão seria “desnecessária” e “midiática”.

Ainda de acordo com Lopes, ela tem uma filha de menos de 12 anos que depende dela, de modo que sua prisão penalizaria a criança. Já a defesa de Marcola disse que ele está preso há mais de 20 anos e que, de dentro da cadeia, não poderia articular nenhum esquema criminoso. Os advogados ainda disseram que vão comprovar a origem dos capitais.

Relembre a operação Vérnix

prisão da influenciadora Deolane Bezerra por suposta associação com a facção criminosa PCC e lavagem de dinheiro, fez ressurgir nas redes sociais imagens em que ela aparece ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Investigações da Operação Vérnix, conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo, apontariam uma ligação entre a influenciadora e pessoas próximas a Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC, no período de 2022 e 2024. Ela se defende dizendo que trabalhou como advogada para o líder da facção e que foi presa no exercício da profissão.

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