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Justiça manda Renan Santos excluir vídeo sobre shows de Wesley Safadão pagos com emendas

Empresário chama artista de "ícone da corrupção" e comenta uso de emendas para custear shows.
Empresário chama artista de "ícone da corrupção" e comenta uso de emendas para custear shows. (Foto: Reprodução/Instagram/Renan Santos)

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O juiz Gerardo Magelo Facundo Júnior, da 15ª Vara Cível de Fortaleza, deu 15 dias para que o pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão) remova de sua conta no Instagram um vídeo em que chama o cantor Wesley Oliveira da Silva, o Wesley Safadão, de "ícone da corrupção", acusando-o de liderar "um esquema bizarro que explora prefeituras pobres no Nordeste e toma para si milhões em dinheiro que não deveria estar com ele".

A decisão, em caráter provisório (liminar), é do dia 14 de abril e passa a valer a partir do recebimento da intimação. O descumprimento da ordem pode gerar multa de R$ 5 mil por dia até atingir R$ 50 mil. Até o fechamento desta reportagem, o conteúdo ainda estava no ar. Santos também está proibido de voltar a publicar manifestações semelhantes.

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O chamado "esquema bizarro", na verdade, diz respeito à realização de shows custeados por emendas parlamentares. De acordo com a revista Veja, esses pagamentos somariam, em 2025, R$ 61 milhões a todos os artistas envolvidos. O político argumenta que, com esse valor, seria possível construir 600 casas pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

Wesley argumentou que o conteúdo "não se limitou a emitir opinião ou crítica", associando-o, "de forma categórica, à prática de crimes graves, tais como corrupção, envolvimento em esquema ilícito e vinculação a organização criminosa, inclusive com menção a valores vultosos supostamente recebidos de forma irregular".

O magistrado entendeu que a permanência do vídeo até o final do julgamento agravaria o dano à honra do artista, "sobretudo considerando que a atividade profissional do autor está intrinsecamente vinculada à sua reputação pública". A manifestação não estaria, nesse sentido, protegida pela liberdade de expressão, uma vez que configuraria uma "verdadeira campanha de execração".

A Gazeta do Povo entrou em contato com as partes. O espaço segue aberto para manifestação.

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