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Justiça nega remoção de vídeo em que Janones chama Bolsonaro de “ladrão”

Justiça nega remoção de vídeo em que Janones chama Bolsonaro de “ladrão”
Juiz considerou que remoção imediata de vídeo de Janones contra Bolsonaro poderia configurar censura, pois o processo está em fase inicial. (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados/Ton Molina/STF)

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A Justiça do Distrito Federal negou o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para remover um vídeo em que o deputado André Janones (Avante-MG) o chama de “ladrão” e “vagabundo”.

Bolsonaro solicitava que o conteúdo fosse removido em até 24 horas, que Janones fosse proibido de fazer publicações semelhantes e se retratasse publicamente.

No entanto, o juiz Giordano Resende Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, considerou que a remoção imediata do conteúdo poderia configurar censura, pois o processo ainda está em fase inicial.

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“Tal modalidade de intervenção judicial demanda, por conseguinte, suporte probatório robusto e inequívoco, não se satisfazendo com a mera plausibilidade das alegações autorais”, escreveu o juiz na decisão do último dia 9.

O magistrado destacou que a liberdade de expressão, especialmente no contexto político-parlamentar, tem "posição preferencial" no ordenamento jurídico brasileiro.

Segundo a decisão, para o reconhecimento de calúnia, seria necessária a prova de que as declarações são conscientemente falsas, e não apenas "crítica política ácida" ou manifestação exagerada.

A decisão também ressaltou que Bolsonaro, na condição de ex-presidente da República, é uma figura pública de notoriedade nacional e, portanto, está sujeito a um escrutínio mais amplo sobre seus atos e omissões políticas.

O juiz reforçou que pessoas públicas devem “suportar com maior tolerância as manifestações de dissenso e a exposição pública de narrativas desfavoráveis à sua imagem política, desde que não haja dolo manifesto e demonstrado de imputar fato criminoso sabidamente falso”.

O que Janones disse sobre Bolsonaro?

O deputado federal André Janones (Avante-MG) questionou a concessão da prisão domiciliar ao ex-mandatário e o chamou de "ladrão" em um vídeo compartilhado nas redes sociais entre os dias 25 e 28 de março.

“Esse vagabundo, ladrão que mandou matar o Lula, mandou matar o Alckmin, esse safado está indo para casa para articular contra o fim da escala 6x1. É isso que ele quer para poder articular com o [Donald] Trump, para ferrar com o povo brasileiro e principalmente para fazer você continuar trabalhando igual um condenado”, disse o parlamentar.

Bolsonaro acionou o STF contra deputado

No início deste mês, a defesa de Bolsonaro acionou o Supremo Tribunal Federal contra Janones. O caso é relatado pelo ministro André Mendonça.

A defesa do ex-presidente argumenta que, neste caso, a imunidade parlamentar não deve ser aplicada, pois as ofensas teriam caráter "personalíssimo" e não guardariam conexão direta com o exercício do mandato legislativo.

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