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Última Análise

“Legitimação internacional”: o que está por trás de viagem do Flávio nos EUA

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro se declarou como "líder do Brasil" após chegar nos EUA. (Foto: André Borges/EFE)

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No programa Última Análise desta quarta-feira (28), os convidados falaram sobre a primeira manifestação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após viagem aos EUA. O candidato derrotado no último pleito presidencial afirmou, através de uma carta, na tarde desta quarta-feira (28), que é o "líder do Brasil" e prometeu comandar a oposição ao governo Lula (PT).

"Eu gostei do tom da carta e acredito que ela foi correta. Porque demonstra que há no Brasil uma tirania. Se Flávio fizesse metade do que Lula fez, nesta última eleição, teria sido condenado. A verdade é que o sistema não quer uma oposição", critica o colunista da Gazeta do Povo, Luís Ernesto Lacombe.

O senador abre a "carta à nação brasileira" agradecendo ao presidente da Argentina, Javier Milei, ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao governo americano por concederem abrigo e segurança jurídica à sua família.

"É um movimento necessário de Flávio para afirmar certas coisas. Ele precisa fazer esta validação perante outros países e agora foi ao governo americano. Trata-se de um processo de legitimação internacional", diz o escritor Francisco Escorsim.

Flávio rebateu as acusações de que teria fugido do país e destacou que não há mandado de prisão expedido contra ele. De acordo com o senador, ele deixou "um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece".

"Ainda que não possamos comprovar todas as alegações contra as eleições, sabemos que o abuso de poder político e econômico, por parte de Lula, foi um fato", ressalta a advogada Fabiana Barroso.

O fator Alcolumbre

No Legislativo federal, os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) se articulam para o próximo governo petista. Ambos fizeram uma visita de cortesia a Lula para parabenizá-lo pela reeleição.

"A força do voto fez Alexandre de Moraes recuar, porém, passada a eleição, este regime de forças pode mudar. Agora, o poder da direita pode ser ignorado. Estamos na dependência da fidelidade dos eleitos. Eles vão dar as costas ao Brasil?", questiona Escorsim.

Segundo Barroso, Alcolumbre precisa ser substituído e já se provou contrário aos interesses do campo conservador. "Não pode ser o Alcolumbre o responsável por impeachment. Foi um colaboracionista pela reeleição de Lula. Até sentou recentemente com Moraes em uma reunião. A Direita tem que se unir pela candidatura de Rogério Marinho (PL)", ela diz.

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.

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