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Lula culpa Bolsonaro por mortes da Covid e manda militância espalhar dossiê contra rival

Lula culpa Bolsonaro por mortes da Covid e manda militância espalhar dossiê contra rival
Lula cria "Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19" e pede que militância use dossiê contra Bolsonaro. (Foto: Wallison Breno/PR)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama Janja cobraram nesta segunda-feira (11) a responsabilização do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e integrantes da gestão passada pelas mortes causadas pela Covid-19.

O petista sancionou a lei que institui a data de 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. Durante o evento, Lula apresentou um dossiê com as declarações de Bolsonaro sobre a pandemia.

Segundo ele, o documento foi elaborado pelo Ministério da Saúde. Após a cerimônia, o chefe da pasta, Alexandre Padilha, disse ter produzido a cartilha de forma independente, sem utilizar a estrutura do ministério.

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"O Ministério da Saúde publicou aqui a 'Gestão Bolsonaro e a pandemia de Covid-19'. É importante que cada militante tenha isso aqui na mão, porque aqui tem tudo que foi a desgraça que eles falaram durante dois anos de pandemia”, disse o presidente.

Lula defendeu que é preciso “dar nome aos bois” e pediu aos militantes que distribuam o dossiê. Ele afirmou que o governo Bolsonaro era formado por pessoas “que se faziam de ignorantes” e levaram o país “a um sacrifício desnecessário” de 700 mil pessoas.

“Na época, eu dizia que a Organização Mundial da Saúde deveria levar o Bolsonaro à Justiça como um cara que cometeu um crime contra a humanidade. Entretanto, muita gente se calou”, acusou o mandatário. Veja a declaração:

Ao citar frases ditas pelo ex-presidente durante suas lives semanais, Lula aproveitou para chamar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de “fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar um golpe contra o Brasil”.

O chefe do executivo também criticou as trocas de ministros da Saúde durante o governo Bolsonaro. “Eu nunca, pessoalmente, acusei o ex-presidente. Eu partia do pressuposto que ele poderia não entender nada, porque ele demonstrava ignorância absoluta sobre o assunto", apontou.

"Ele colocou três ministros da Saúde, que apenas o primeiro parecia entender um pouquinho de saúde, outro era vendedor de remédio e o outro era general, que a impressão era que não sabia absolutamente nada”, acrescentou Lula.

No governo Bolsonaro, a pasta foi comandada por Luiz Henrique Mandetta (de janeiro de 2019 a abril de 2020); Nelson Teich (de abril a maio de 2020); general Eduardo Pazuello (PL-RJ), que atualmente é deputado federal (de setembro de 2020 a março de 2021); e Marcelo Queiroga (de março de 2021 a dezembro de 2022).

Janja compara desinformação na pandemia com caso Ypê

Antes do discurso de Lula, Janja disse que a falta de punição aos integrantes do governo Bolsonaro “causa revolta”. Emocionada, a primeira-dama relatou que sua mãe morreu em decorrência da Covid-19.

“Minha mãe tinha Alzheimer. Me preparei para perdê-la para o Alzheimer, mas ela ter sido arrancada de mim pela Covid-19 e ver aquelas 700 mil pessoas que foram arrancadas da gente pela Covi, pela irresponsabilidade… Não vou esquecer jamais”, afirmou.

“Ver pessoas que ajudaram a esse quadro estarem andando livremente pelo país, inclusive eleitos, me causa muita revolta e deveria causar muito mais indignação na sociedade brasileira”, acrescentou.

Ela também comparou a disseminação de desinformação durante a pandemia com a mobilização envolvendo a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a marca Ypê.

"Até quando essa ignorância vai estar entre nós”, disse Janja ao citar um caso de morte de uma criança por Covid, cujos pais, segundo ela, não se vacinaram.

“Até quando vamos ver gente bebendo detergente contaminado? É muita ignorância. A Justiça ainda precisa ser feita. A gente precisa que as pessoas que contribuíram para aquele momento no Brasil ainda sejam punidas", disse a primeira-dama.

A agência determinou o recolhimento dos lotes com numeração final 1, incluindo detergentes e sabões líquidos, por risco de contaminação microbiológica.

O tema foi politizado, com consumidores e políticos da oposição apontando que a decisão da Anvisa seria um suposto boicote contra a Ypê, pois os donos da empresa fizeram doações para a campanha de Bolsonaro, em 2022.

Em vídeos nas redes sociais, pessoas aparecem bebendo detergentes da Ypê, lavando o rosto e tomando banho com os produtos.

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