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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que pretende conversar com seu homólogo norte-americano, Donald Trump, durante a Assembleia Geral da ONU e pedir que os Estados Unidos não interfiram nas eleições brasileiras de outubro.
Lula viajará ao país no domingo (20) e discursará na abertura do evento, na próxima terça-feira (22), como ocorre tradicionalmente desde 1955. No entanto, uma reunião privada com Trump ainda não está confirmada.
“No domingo, eu vou para a reunião da ONU para ter um bate-papo com o Trump e dizer: não se meta mas eleições do Brasil. O Brasil só tem um dono, que é o povo brasileiro”, afirmou Lula durante um evento de campanha em Ceilândia, no Distrito Federal.
Além da tentativa de conversar com Trump, Lula adiantou que parte de seu discurso na tribuna da ONU será dedicada às críticas aos países que formam o Conselho de Segurança por não conterem as guerras em andamento no mundo.
“França, Inglaterra, Estados Unidos, Rússia e China. Cinco pessoas que poderiam acabar com todas as guerras. Que poderiam não começar nenhuma guerra. Mas são eles que começam as guerras. São eles que produzem armas. São eles que vendem armas”, afirmou durante um encontro com pastores evangélicos também na quarta-feira (16).
Um porta-voz da Casa Branca afirmou ao site Metrópoles, sob reserva, que a agenda de reuniões de Trump ainda não foi confirmada, enquanto que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que não há expectativa de um encontro oficial entre os dois.
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Segundo o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Itamaraty, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey, existe a possibilidade de um encontro breve entre Lula e Trump nos bastidores da Assembleia Geral. Foi nesse mesmo contexto que os dois conversaram por alguns minutos em 2025 em que, segundo Lula, Trump demonstrou ter sentido uma “química excelente” com o presidente brasileiro.
Durante o comício, Lula também voltou a acusar integrantes da família Bolsonaro de buscar apoio dos Estados Unidos contra o governo brasileiro.
“Esse cidadão [Flávio Bolsonaro] mandou o irmão para tramar contra o Brasil. Foi o Eduardo Bolsonaro para os Estados Unidos pedindo para que o Trump faça intervenção”, disse.
O presidente seguiu na crítica afirmando que o Brasil “não aceita vira-lata, que de dia mostra a bandeira nacional e de noite fica de quatro para os Estados Unidos”, afirmou.








