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Crise no governo

Lula silencia sobre investigação de Jaques Wagner em primeiro discurso após operação da PF

Lula
Presidente petista evitou comentar investigação de seu líder no Senado um dia após operação da PF sobre o caso Banco Master. (Foto: reprodução/Youtube Canal Gov)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou falar sobre a investigação que atingiu em cheio o seu líder no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), por suspeita de ligação com o esquema bilionário de fraudes financeiras supostamente cometidas pelo banqueiro Daniel Vorcaro através do liquidado Banco Master. O parlamentar foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

Em seu primeiro discurso público após a deflagração da operação, Lula não comentou sobre a operação que cumpriu mandados de busca e apreensão contra Wagner e apontou que ele teria recebido vantagens financeiras por supostamente agir politicamente a favor de Vorcaro. Entre as suspeitas estão o envolvimento na tramitação da chamada “Emenda Master” no Congresso e alterações na legislação do crédito consignado.

Lula discursou, no final da manhã desta sexta-feira (19) em Belo Horizonte, durante um evento voltado à saúde ao lado do ministro Alexandre Padilha. O presidente falou apenas sobre as ações do governo federal na área, tratou de políticas de educação e interagiu com as pessoas presentes na cerimônia.

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Na véspera, segundo relatou o próprio senador Jaques Wagner, Lula teria se solidarizado com ele sobre a operação, expressado confiança e sinalizado que o manterá no cargo de líder do governo no Senado.

’Fique firme, essa é uma tentativa de desestabilizar você, mas, conte com a minha confiança”, disse Wagner atribuindo a fala a Lula durante uma entrevista à BandNews TV.

O senador também minimizou as manifestações de correligionários favoráveis ao seu afastamento e classificou as críticas internas como episódios de “fogo amigo”. Há a expectativa de que Wagner e Lula tenham um encontro presencial na próxima semana para tratar da situação e discutir os próximos passos.

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Fogo amigo

Entre os autores do fogo amigo está o vice-líder de Lula na Câmara, deputado Rogério Correia (PT-MG), que defendeu a saída de Wagner do cargo para preservar o presidente de desgastes às vésperas do início da campanha eleitoral.

“Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar a sua defesa, resguardada a presunção de inocência”, afirmou.

Nos bastidores, integrantes do PT compartilham da mesma avaliação e consideram que um afastamento temporário poderia reduzir o impacto político das investigações. Apesar disso, o grupo não tem conseguido avançar diante da resistência da direção nacional da legenda.

A principal linha de defesa do partido tem partido de seus dirigentes, como o presidente nacional do PT, Edinho Silva, que declarou apoio ao senador e afirmou que ele continua contando com a confiança da sigla.

“O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade, os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados”, declarou Edinho.

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