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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ficou surpreendido com a notícia de que seu chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, recebeu um depósito da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís da Silva, o Lulinha. A interlocutores, cobrou explicações mais detalhadas sobre o que Marcola chamou “empréstimo”, temendo desgate pelo uso político do fato, mas ponderou "confiar" no assessor.
Ribeiro confirmou o depósito, sem fornecer maiores detalhes sobre a finalidade da operação. Ele ponderou já ter quitado a importância, mas ressalvou que ela não teria nenhuma relação com seu papel no governo.
Ele reclamou de o fato ter sido tratado como “algo ilegal” em reportagem exclusiva do portal Poder 360, que não denunciou nenhum crime no texto. “Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, asseverou.
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Cobranças à equipe
Lula cobrou pública e coletivamente a equipe sobre explicações de eventuais irregularidades. Segundo pessoas presentes, o presidente voltou a lembrar das investigações de que foi alvo no passado, bem como sua mulher morta, Marisa Letícia, dizendo que ela teria morrido em função do stress que adveio das consequência destas apurações. Marisa sofreu um AVC hemorrágico e morreu em 2017.
Disse ainda que, à época, "reviraram suas gavetas", "revistaram suas cuecas" e “não encontraram nada”. Lula disse ainda nesta reunião que “cada um responderá por seus atos” e que ele (Lula) avaliaria o partido (PT) pela avaliação popular do governo, cabendo a “cada um” dos integrantes do governo responder por suas ações.
A Polícia Federal (PF) rastreou o depósito da empresária Roberta Luchsinger, conhecida por sua proximidade com Fábio Luís da Silva, o Lulinha, na conta do ex-chefe de gabinete de Lula, que foi exonerado de sua função no dia 21 de julho. O valor giraria na casa dos R$ 80 mil, segundo pessoas próximas às apurações, mas não foi confirmado. Ele passou a integrar a coordenação da campanha pela reeleição e aliados viram com irritação algo como foi entendido como “falta de cuidado”.
Novos inquéritos contra Lulinha
Três novas investigações apuram se Lulinha, juntamente com a amiga Roberta Luchsinger, teria atuado para favorecer uma empresa do lobista preso pelas fraudes nas aposentadorias, Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
Pessoas próximas à campanha de Lula também confidenciaram que Marco estaria abatido, consciente de que suas ações poderão ser usadas por adversários do presidente da República na campanha.
Advogados de Lulinha emitiram uma nota nesta terça-feira em que criticam o “vazamento seletivo” das investigações. Eles ainda criticaram a “instrumentalização” de “setores da PF” com interesses político-eleitorais. A defesa de Roberta Luchsinger declarou que só se pronunciará nos autos.






