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A mãe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rogéria Bolsonaro, se manifestou publicamente sobre a saída do filho do país no início da tarde desta quarta-feira (28). Em suas redes sociais, ela se disse triste, mas opinou que Flávio foi obrigado a tomar a decisão por conta de "perseguições injustas, descabidas e arbitrárias".
"Meu coração sangra (graças a Deus que é um coração forte) porque mais um filho se viu obrigado a deixar sua Pátria amada por causa de perseguições injustas,descabidas e arbitrárias. Agora são 4 netos que estarei privada de acompanhar de perto seu crescimento, comemorarmos juntos suas vitórias e conquistas e confortar nas horas difíceis. Não poderei estar perto quando tiverem febre, pra colocar a mão em suas testas e verificar se está forte ou não", escreveu.
Ao final, Rogéria mencionou Flávio e seus dois irmãos, Eduardo Bolsonaro (PL) e Carlos Bolsonaro (PL). Desses apenas Carlos segue no Brasil, tendo sido eleito senador por Santa Catarina. Ela terminou com um "até breve".
Pouco tempo após o encerramento do segundo turno das eleições de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandou Flávio entregar seus passaportes, no âmbito de uma investigação sobre as relações entre ele e o advogado Willer Thomaz. No pedido, a Polícia Federal (PF) alegou risco de fuga e citou uma fala pública de Eduardo defendendo a saída do país em caso de derrota nas urnas, o que acabou ocorrendo.
Os passaportes não foram entregues. Os documentos emitidos pelo Brasil foram cancelados. Flávio, no entanto, possui um passaporte italiano, que consta no manifesto do voo para Miami.
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O que se sabe sobre o trajeto de Flávio Bolsonaro
Flávio desembarcou no aeroporto executivo opa-Locka, em Miami, por volta das 10h30, pelo horário de Brasília. Informações preliminares apontam que o trajeto partindo da capital federal contou com uma parada em uma fazenda de Foz do Iguaçu. De lá, o senador teria atravessado a Ponte Tancredo Neves, em direção a Puerto Iguazu, na Argentina, em uma van de placa brasileira da Dallas Turismo.
No aeroporto major Carlos Eduardo Krauser, o avião já aguardava há quase um dia completo. Os veículos argentinos TN e C5N estavam no local por volta da meia-noite e registraran movimentação incomum. Ali, viram a van chegar, escoltada por uma viatura da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA).
Poucos minutos depois da meia-noite, a aeronave decolou rumo a Guayaquil, no Equador. Depois de permanecer cerca de 36 minutos em solo, seguiu para a região de Miami em um voo de aproximadamente quatro horas. Na manhã desta quarta-feira (28), o trajeto chegou a ser o mais acompanhado do mundo no Flightradar24.
Em Miami, a imprensa aguardava a chegada da aeronave para confirmar que Flávio estava nela, em meio a um cenário de informações conflitantes. O senador, sua esposa e suas duas filhas desceram do avião e seguiram para uma unidade da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP).
Depois disso, um Ford Expedition cinza-escuro deixou o local, com agentes uniformizados escondendo quem entrava nele com guarda-chuvas. O veículo utilizava uma placa estadual comum, aparentemente da Virgínia, e não uma identificação federal ostensiva. Isso, porém, não permite descartar uso governamental, já que normas americanas autorizam veículos empregados em segurança e aplicação da lei a operar sem placas federais identificáveis.




