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Alvo do STF

Em culto com Flávio Bolsonaro, Malafaia diz ser perseguido por Moraes

Pastor critica inquérito das fake news e manda abraço ao ex-presidente por meio do filho.
Pastor critica inquérito das fake news e manda abraço ao ex-presidente por meio do filho. (Foto: Sebastião Moreira/EFE)

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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou neste domingo (3) de um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), presidido pelo pastor Silas Malafaia. Durante a cerimônia, o religioso teceu críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator de uma ação que o tornou réu por suposta ofensa ao comandante do Exército, general Tomás Paiva.

"Existe um inquérito ilegal, imoral de fake news que há sete anos está aberto. [...] Quem comanda esse inquérito é Alexandre de Moraes, e desde então é promovida a perseguição política através desse inquérito", disse Malafaia.

Dirigindo-se a Flávio, o pastor elogiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), criticando Moraes por impedir o contato com quem diz ter "grande amizade". Malafaia classificou a decisão como "covardia e maldade", e pediu que seu filho mais velho mandasse um abraço ao ex-presidente.

"Tá aqui o filho dele, que sabe que eu não converso com o Bolsonaro para elogiar e só para agradar. Eu, quando ele era presidente, fazia questionamentos particulares com ele, e sempre fiz, e sempre ele aceitou alguns conselhos meus, não aceitou todos, porque ninguém aceita tudo, isso é normal, isso é correto", afirmou.

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Religioso se tornou réu por fala em que não cita nomes

A ação contra o pastor tem como base uma fala durante a manifestação de abril de 2025 na Avenida Paulista. Na ocasião, Malafaia criticou o alto comando do Exército: "Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto
Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Minha fala contra os generais covardes do alto comando, não contra o glorioso Exército Brasileiro".

Com base no discurso, Tomás Paiva acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou "evidente" a intenção de "constranger e ofender publicamente os oficiais-generais do Exército, entre eles o Comandante do Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva".

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Pastor chama fala de "palavrinha boba"

No culto, Malafaia classificou a manifestação como uma "palavrinha boba sobre os generais de quatro estrelas" e voltou a destacar o ponto central da defesa de que não citou nomes.

"Quando você fala direto o nome de uma pessoa, você pode cometer crime de calúnia, injúria e difamação. Quando você fala genericamente, é a sua opinião", argumentou.

O inquérito das fake news foi utilizado como base para que o processo fosse julgado no Supremo, uma vez que Malafaia não tem foro privilegiado. A conexão foi proposta pela PGR e aceita por Moraes, relator de ambas as ações.

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