Publicidade
Relatado por Dino

Mario Frias pede que caso sobre emendas para filme de Bolsonaro fique com Mendonça

Frias pede que caso sobre emendas para Dark Horse fique com Mendonça
Defesa de Mario Frias pede que Fachin transfira investigação sobre suposto uso de emendas no filme Dark Horse de Dino para Mendonça. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

Ouça este conteúdo

A defesa do deputado Mário Frias (PL-SP) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que a apuração sobre suposto uso de emendas parlamentares no financiamento do filme Dark Horse seja retirada da relatoria do ministro Flávio Dino e redistribuída, por prevenção, ao ministro André Mendonça.

A questão de ordem foi protocolada na última sexta-feira (28). Os deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Henrique Vieira (PSOL-RJ) solicitaram a investigação dentro da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, que apura irregularidades na execução de emendas, relatada por Dino.

Segundo os parlamentares, o deputado do PL teria destinado R$ 2 milhões em duas emendas para o Instituto Conhecer Brasil (ICB), controlado pela sócia da produtora responsável pela cinebiografia de Bolsonaro. Frias é produtor-executivo do filme.

Em maio, ele chamou as acusações de "falsa narrativa", solicitou o arquivamento imediato da representação e disse que os repasses foram para projetos de inclusão digital, letramento e esportes destinados a jovens em situação de vulnerabilidade.

Na nova manifestação, o advogado Luccas Macedo, que representa Frias, alegou que a condução do caso por Dino decorre de uma “manipulação” das regras de distribuição processual. Para a defesa, o pedido de investigação dos parlamentares deveria ter sido apresentado de forma avulsa e não dentro da ADPF.

“Tratou-se de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente para os fatos, um verdadeiro fórum shopping”, disse Macedo.

Macedo destaca que, das oito autuações existentes no STF relativas ao financiamento do filme Dark Horse, sete já tramitam sob a relatoria de Mendonça, que também é relator das investigações do Banco Master.

Uma das apurações trata do pedido de investimento feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, a Daniel Vorcaro, dono do Master.

O advogado de Frias cita que a própria Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal e a Secretaria Judiciária do STF já emitiram pareceres reconhecendo a conexão probatória entre o financiamento do filme e o contexto investigativo do Banco Master.

De acordo com o documento, a coexistência de investigações paralelas conduzidas por relatores distintos sobre o mesmo conjunto de fatos e envolvendo os mesmos investigados fere o princípio constitucional do juiz natural e gera risco iminente de decisões contraditórias, duplicidade de diligências e dispersão do acervo probatório.  

A defesa afirmou ainda que a ADPF 854, “cujo objeto é a fiscalização do cumprimento de acórdão do Plenário sobre a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares, vem se transformando, com a devida vênia pela expressão, em verdadeiro ‘balcão de delegacia’”.

Caso o presidente do STF não acolha o pedido de forma monocrática, a defesa requer subsidiariamente que a questão de ordem seja submetida ao julgamento do plenário da Corte. 

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.