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O presidente Lula (PT) autorizou as férias do advogado-geral da União, Jorge Messias, que iniciaram na quarta-feira (8) e vão até o dia 30 de abril. A homologação foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (9). Messias foi indicado ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda o agendamento de sua sabatina no Senado Federal.
Com as férias, o advogado ganha mais tempo para o tradicional "beija-mão", como é chamada a visita a cada gabinete em busca de apoio. O rito entrou no centro da tensão entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Após o anúncio de quem seria seu indicado, Lula viu ocorrer um desconforto decorrente de uma postagem de Messias se colocando à disposição do Senado, sem que houvesse, antes, uma reunião fechada com Alcolumbre. O presidente do Senado já estava descontente, uma vez que sua expectativa era pela indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
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Com isso, Alcolumbre marcou a sabatina, mas não como Lula queria. O prazo entre a indicação e a sessão era de 15 dias, tempo considerado insuficiente para uma conversa com cada senador. Mas havia uma carta na manga do petista: embora o anúncio tenha ocorrido, a mensagem oficial de indicação ainda não havia sido enviada, o que impediu que o agendamento se mantivesse.
Como resultado do impasse, o envio da mensagem ficou parado no Palácio do Planalto até o dia 1º de abril. Agora, a indicação está na mesa de Alcolumbre, aguardando o despacho de envio à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No colegiado, a relatoria também chama a atenção: o senador Weverton Rocha (PDT-MA) é um dos investigados na operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).








