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Levantamento AtlasIntel

Metade dos brasileiros considera STF “totalmente envolvido” no caso Master

Quem quer que ache a rejeição crescente ao STF é relativa apenas ao espectro oposicionista, estará fazendo uma leitura torta ou ignorante da realidade. O caso Master furou a bolha ideológica. (Foto: Isaac Fontana/EFE)

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Um levantamento do instituto AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, divulgado nesta quarta-feira (25), mostrou que quase metade (47%) dos brasileiros considera que a Suprema Corte do país está "totalmente envolvida" no escândalo do Banco Master. É a instituição que aparece mais comprometida com o escândalo de fraude financeira na opinião dos entrevistados, à frente do governo federal e do Congresso.

A pesquisa mostrou que a percepção do público brasileiro sobre o escândalo do Banco Master aponta para o envolvimento de instituições de alto escalão. No total, para 53% dos brasileiros, o STF tem um envolvimento "muito alto" ou "alto" no caso. Ao mesmo tempo, apenas 25% acreditam que o envolvimento da Corte é "baixo" ou "inexistente", enquanto 22% não souberam responder. Apenas 10% veem o STF como "nada envolvido".

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A pesquisa também apontou percepção semelhante para o Congresso (45% totalmente envolvido) e o Governo Federal (43%). A pesquisa entrevistou 5.028 pessoas, entre os dias 18 e 23 de março, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%.

Fundado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025. A instituição bancária foi alvo da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, e é investigada por um esquema de fraudes bilionárias, envolvendo emissão de títulos falsos com um rombo significativo que atingiu especialmente um potencial comprador, o Banco de Brasília (BRB).

Na véspera da liquidação, a Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, durante a Operação Compliance Zero.

A investigação, ainda em andamento, busca apurar suspeitas de venda de títulos de crédito falsos no mercado financeiro, entre eles R$ 12,2 bilhões em carteiras sem lastro ao banco estatal do Distrito Federal.

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