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Após queda

Michelle critica demora de Moraes e diz que socorro emergencial a Bolsonaro é “apenas teoria”

Após horas esperando a autorização de Moraes, Michelle disse que "socorro emergencial" a Bolsonaro é "apenas teoria". (Foto: EFE/ André Coelho)

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) disse esperar “bom senso” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes diante do quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Bolsonaro sofreu uma queda em sua cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Após horas esperando a autorização de Moraes para a realização de exames, Michelle foi para casa. “Em oração pela noite do meu esposo. Só Deus para protegê-lo e guardar sua vida, já que, na prática, o socorro emergencial fica apenas na teoria”, afirmou nas redes sociais.

“A gente tem que confiar que Deus quebrante o coração [de Moraes]. Nunca desejei mal para ele. Mesmo passando por tudo isso, eu confio no bom senso dele, de se colocar no lugar de uma pessoa que está sofrendo. O que a gente plantar aqui, a gente vai colher”, disse a ex-primeira-dama a jornalistas na noite desta terça-feira (6) em frente a PF.

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Michelle também fez um apelo aos demais ministros da Corte. “A instituição não se resume só a um ministro. Nós temos outros ministros. Ministros, vocês não estão vendo o que está acontecendo? Vocês vão deixar isso acontecer com o meu marido?”, questionou.

Ao lado de Michelle, o médico Brasil Caiado afirmou que avaliou o ex-presidente nesta noite na sede da PF. Segundo ele, Bolsonaro estava apático, com uma leve queda na pálpebra esquerda e tontura.

“Pelo tardar da hora, fiz uma última avaliação no presidente agora. Ele estava apático, uma leve queda na pálpebra esquerda, com a pressão normalizada e com sinal de tontura. Sem dor”, disse Caiado.

Bolsonaro depende do aval de Moraes para ir ao hospital

Bolsonaro foi atendido pela equipe médica de plantão na PF nesta manhã. A defesa solicitou a transferência do ex-presidente para a realização de exames, mas Moraes considerou que não havia "nenhuma necessidade de remoção imediata".

O ministro exigiu um relatório da PF sobre o atendimento prestado a Bolsonaro e a indicação dos exames pelos advogados do ex-presidente. As duas respostas foram encaminhadas ao STF nesta tarde.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi intimidado sobre as informações prestadas, porém, ainda não se manifestou. Michelle destacou que a saúde e a vida do marido “estão nas mãos” de Gonet. Mais cedo, ela disse considerar que Bolsonaro está sendo “torturado” e “negligenciado” na prisão.

Segundo a PF, Bolsonaro estava “consciente” e “orientado” durante o exame, mas apresentava leve desequilíbrio ao ficar em pé e teve um corte “superficial” no rosto (no lado direito) e no pé esquerdo, com “presença de sangue”.

Os médicos da corporação apontaram possíveis hipóteses para a queda, como interação entre remédios; crise epiléptica; adaptação ao CPAP (aparelho utilizado para apneia do sono); ou processo inflamatório pós-operatório.

Caiado recomendou a “realização urgente” dos exames de tomografia computadorizada de crânio; ressonância magnética de crânio; e eletroencefalograma.

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