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Defensor não perguntou

Moraes anula audiência de instrução do caso Tagliaferro

Ministro acolheu reclamação de defensor público, que alegou falta de tempo para analisar processo. Tagliaferro deve indicar novos advogados.
Ministro acolheu reclamação de defensor público, que alegou falta de tempo para analisar processo. Tagliaferro deve indicar novos advogados. (Foto: Alejandro Zambrana/TSE)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu anular a audiência de instrução da ação em que o perito Eduardo Tagliaferro é acusado de violação de sigilo funcional. A sessão ocorreu no dia 17 de março e foi conduzida pela juíza auxiliar Flávia Martins de Carvalho.

Na decisão, divulgada nesta sexta-feira (27), Moraes concordou que o defensor público Claudionor Barros Leitão entrou no caso pouco antes da audiência, o que inviabilizou uma análise dos autos. Com isso, o defensor optou por não fazer perguntas às testemunhas.

Os advogados de Tagliaferro se recusaram a participar da sessão, em protesto à decisão do ministro de intimar o ex-assessor por meio de edital, em vez de enviar uma carta rogatória ao governo italiano.

Barros Leitão citou a possibilidade de que o fato caracterize abandono de causa. Moraes, porém, optou por intimar Tagliaferro a nomear novos advogados no prazo de dez dias.

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"Embora a nomeação da Defensoria Pública ante a ausência dos advogados constituídos tenha visado garantir a continuidade do ato processual, houve supressão da prerrogativa do acusado de ser defendido por um profissional de sua livre escolha", entendeu o ministro.

Como testemunhas de acusação, a Procuradoria-Geral da República incluiu membros da Polícia Civil envolvidos na prisão em flagrante do perito em 2023, ocasião em que foi acusado de violência doméstica e disparo de arma de fogo. Na ocasião, as autoridades da delegacia de Caieiras (SP), ao descobrirem que se tratava de um servidor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspeitaram que o telefone em posse dele seria institucional e, com isso, determinaram sua apreensão.

Caso Tagliaferro não nomeie um novo advogado, a Defensoria Pública da União (DPU) voltará a atuar no caso, com mais tempo para analisar os autos. Só depois disso é que uma nova data deve ser fixada, para que as testemunhas sejam ouvidas novamente.

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