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Avaliação de relatório

Moraes atualiza pena de Roberto Jefferson e decidirá sobre progressão de regime

Roberto Jefferson teve seu cumprimento de pena iniciado recentemente, mas já cumpria prisão domiciliar.
Roberto Jefferson teve seu cumprimento de pena iniciado recentemente, mas já cumpria prisão domiciliar. (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República e determinou uma série de medidas que podem culminar em um relaxamento na prisão domiciliar humanitária do ex-deputado federal Roberto Jefferson. O despacho é desta terça-feira (3).

A PGR defende a progressão de regime, considerando que boa parte do tempo de prisão já foi cumprido. Para que isso ocorra, porém, Moraes irá analisar o comportamento do ex-deputado por meio do prontuário a ser fornecido pela Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro.

O regime em que o ex-presidente do PTB cumpre atualmente pena, oficialmente, é o fechado, uma vez que a execução em casa foi concedida por razões humanitárias. Mesmo assim, uma progressão ao regime semiaberto abriria margem para a saída de casa durante o dia, para fins de trabalho ou estudo.

Condenado a sete anos e sete meses de reclusão, Jefferson já cumpriu quatro anos e meio, resultado da prisão domiciliar determinada em 2021. Com isso, restam cumprir apenas três anos. O benefício, chamado de detração de pena, foi reconhecido por Moraes.

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Como parte do que pode aproximar Roberto Jefferson do cumprimento definitivo da pena, Moraes ainda determinou que o ex-deputado pague a multa de R$ 972 mil. Ele ainda tem pendente uma indenização por danos morais de R$ 200 mil.

O ex-deputado foi condenado por atentado ao exercício dos Poderes (sob a antiga Lei de Segurança Nacional), calúnia, homofobia e incitação ao crime. A PGR apontou que ele teria incentivado a população a invadir o Senado Federal e agredir senadores. Durante as investigações, ele atacou uma viatura da Polícia Federal (PF) que tentava cumprir um mandado de prisão preventiva.

Hoje, Roberto Jefferson usa tornozeleira eletrônica, teve o passaporte suspenso e não pode deixar o país, conceder entrevistas ou utilizar as redes sociais.

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