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Despacho

Moraes envia à PGR novo pedido de Flávio para visitar Bolsonaro

Restrição termina na próxima semana, mas advogados pedem antecipação para visita familiar.
Restrição termina na próxima semana, mas advogados pedem antecipação para visita familiar. (Foto: Isaac Fontana/EFE)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandou a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O pedido foi feito na segunda-feira (5), dia seguinte ao primeiro turno das eleições de 2026, e o despacho é desta terça-feira (6). Por decisão de Moraes, Flávio está proibido de ver o pai até o próximo domingo (11). A defesa, no entanto, pediu a antecipação sob o argumento de que não houve nenhum episódio desde a determinação de 13 de julho que possam justificar a manutenção da restrição.

De acordo com os advogados, não houve desde 13 de julho nenhum episódio que justificasse manter a proibição. Além disso, eles pedem uma autorização alternativa caso Moraes rejeite a antecipação. Nesse caso, Flávio faria uma única visita, “de natureza exclusivamente familiar”.

Relembre a restrição imposta por Moraes

A restrição a Flávio foi determinada depois que o senador divulgou nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro. No texto, o ex-presidente reiterava o apoio ao filho como seu nome para a disputa ao Planalto.

Moraes viu violação de uma das determinações impostas quando houve a prorrogação da prisão domiciliar humanitária: "Proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros". Por isso, determinou o afastamento dos dois por 90 dias. A movimentação chegou a gerar uma manifestação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Além de filho, Flávio se registrou como advogado de Bolsonaro.

Em seguida, o ministro ampliou as restrições. Suspendeu todas as visitas a Bolsonaro por 30 dias, com exceção de advogados e médicos, e proibiu encontros com finalidade político-eleitoral. Além disso, vedou a divulgação de manifestos político-eleitorais por intermédio de terceiros.

Em agosto, encerrados os 30 dias da restrição geral, Moraes voltou a permitir visitas sob determinadas condições. O senador eleito por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL) e o deputado federal eleito por Santa Catarina Jair Renan (PL) puderam voltar a entrar na residência, enquanto as demais visitas permaneceram sujeitas a autorização prévia. A proibição específica contra Flávio continuou em vigor.

O alcance da decisão levou à judicialização do uso de imagens de Bolsonaro em materiais de campanha de candidatos do PL, sob o argumento de que a decisão de Moraes implica na proibição desta prática.

Moraes não fixou prazo para a manifestação da PGR. Como a proibição termina no domingo (11), não há garantia de que o ministro analise o pedido antes do fim da restrição.

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