
Ouça este conteúdo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) os pedidos de reconsideração da prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais do governo Bolsonaro (PL).
O órgão terá 15 dias para se manifestar sobre os argumentos da defesa, que contesta a revogação da prisão domiciliar. O despacho foi assinado nesta terça-feira (20).
Ele estava em prisão domiciliar, mediante o cumprimento de medidas cautelares rigorosas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição total de utilizar redes sociais.
VEJA TAMBÉM:
No entanto, Moraes decretou a prisão preventiva de Martins por suposto uso da rede social LinkedIn para buscar perfis de terceiros, o que configuraria descumprimento das restrições impostas pela Corte.
A defesa apresentou sucessivos pedidos de reconsideração, sustentando que não houve ato voluntário ou consciente de utilizar a plataforma.
Segundo os advogados, o registro de atividade na rede social seria, na verdade, um "evento técnico de natureza algorítmica", desprovido de conteúdo comunicacional e incapaz de justificar o endurecimento da custódia cautelar.
Os defensores afirmam ainda que o episódio é "absolutamente irrelevante do ponto de vista jurídico" e que não há prova de que o réu tenha tentado burlar as determinações do STF.
Diante do impasse, o ministro pediu a manifestação da PGR. "Encaminhem-se os autos à Procuradoria-Geral da República para manifestação no prazo de 15 dias", determinou.




